Prefeitura rebate Glaycon e garante que pode receber verbas de convênios
O município de Conselheiro Lafaiete está apto a receber recursos liberados tanto pelo governo do estado, quanto federal. A afirmação da Procuradoria do município é baseada em diversas ocasiões em que verbas foram direcionadas à cidade sem as exigências da Certidão Negativa de Débitos; argumento agora usado para que o município não receba recursos ou benefícios oriundos dessas fontes.
Em pesquisa feita constata-se que vários convênios foram firmados entre o município, estado e/ou federação nos últimos anos sem a exigência da CND, como: liberação de academias ao ar livre, aquisição de ambulâncias e equipamentos médicos, e construção de gabião, entre outros.
O procurador, Luiz Antônio Teixeira Andrade, simplifica o que está ocorrendo, ao explicar que existem duas formas do município receber recursos: "Existe duas modalidades de um determinado recurso vir para um município: convênio ou doação. Por exemplo, todas as academias e recursos para infraestrutura, saúde e outros, vieram por meio de convênio, que somente exige regularidade com o Cadastro Geral de Convenentes do Estado de Minas Gerais (CAGEC), no qual Lafaiete encontra-se regular". Para confirmar que o município de Lafaiete está apto no cadastro para receber convênios basta acessar o link: http://www.portalcagec.mg.gov.br/.
Os questionamentos feitos diante do impasse noticiado de que Lafaiete perderia recursos são: Por que o Estado não continua liberando os recursos para Lafaiete por meio de convênios como ocorreu até então? Por que esta mudança agora? Não seria por que através de convênios poderíamos receber, já que o município está regular no CAGEC?
Para o Procurador Municipal, a liberação via convênio é a mais viável neste momento, não só para Lafaiete, mas para outras centenas de municípios que estão em débito com o INSS. "Nós podemos sim, firmar convênios. Nosso cadastro no CAGEC nos credencia a isso", assegura.
Quanto à dívida do INSS que gerou temporariamente a CND, a procuradoria informa que está trabalhando para que a situação seja sanada o mais breve possível. O assunto foi tema do 33º Congresso Mineiro de Municípios, realizado pela Associação Mineira de Municípios (AMM) no começo do mês, em Belo Horizonte. Na ocasião o presidente da AMM, Antônio Júlio, afirmou que a falta de repasse de recursos do INSS, tem gerado bloqueio de recursos do Fundo de Participação dos Municípios, agravando ainda mais a crise gerada com a redução dos repasses federais. Uma alternativa, segundo ele, seria a de tentar junto ao governo federal uma medida a ser implementada até o fim do ano, permitindo que os municípios parem de recolher o INSS, além de fazer uma repactuação da dívida. A questão agora, segundo o procurador, é a de convencer o governo a aceitar a proposta dos prefeitos.