Fumante tenta largar o vício,mas tem medicação negada no PSF
Depois
de ficar sabendo que o Ministério da Saúde ampliaria os tratamentos oferecidos
nos postos e hospitais públicos, o mecânico David Patrocínio Anselmo, 34 anos,
procurou o medicamento Bupropiona para parar de fumar em uma unidade de saúde
em Lafaiete. No entanto, o impulso de largar o vício foi dificultado pelos
procedimentos que deveria se submeter para ter acesso à medicação.
O mecânico relatou que se dirigiu até o PSF do bairro Rochedo (região sudeste), mas, chegando lá, foi informado de que é preciso formar um grupo entre três ou quatro postos de saúde, o que para ele dificulta o acesso ao tratamento. "É uma burocracia total e já vi que se depender do sistema público ninguém conseguirá parar de fumar. Disseram que eu teria que passar por um atendimento com o psicólogo e ainda assim deveria ser formado um grupo de três ou mais postos, com mais de 10 pessoas", afirma, indignado.
David conta que tem mais de 20 anos que fuma. "Há mais de um ano estou tentando parar. O tratamento é muito caro. O problema é o município ter o medicamento e não liberar. Vou ver se consigo um receituário pelo PSF, para adquirir o remédio. Tudo que a gente procura no município é difícil", disse, afirmando que está correndo atrás do tratamento, também, por estar desempregado. "É um direito meu e o município não pode me negar", afirma.
O Jornal CORREIO enviou ofício à assessoria da PMCL, mas, até o fechamento desta edição, não havia obtido resposta.