Prefeitos da Amalpa defendem união de forças contra o Aedes aegypti
A Associação dos
Municípios da Microrregião do Alto Paraopeba (Amalpa) realizou na sexta-feira,
dia 26, a 222ª Assembleia Ordinária, em sua sede. O presidente da entidade,
Antônio Sebastião de Andrade, o Pelé, iniciou sua fala comentando sobre a
reunião realizada na quinta-feira, dia 25, no Minascentro, em Belo Horizonte. O
encontro reuniu os prefeitos junto ao Comitê Gestor Estadual de Políticas de
Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika Vírus para tratar do combate ao
mosquito Aedes aegypti. Prefeitos e secretários de saúde de municípios
mineiros, além do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, estiveram
presente. Coordenado pelo vice-governador Antônio
Andrade, o Comitê foi criado em dezembro de 2015. Seu objetivo é propor,
articular, coordenar e avaliar ações destinadas ao controle do vetor, bem como
reduzir a incidência das doenças e seus efeitos.Para Pelé, o momento
é de todos se engajarem nessa guerra e o soldado mais eficaz é o povo.
"Normalmente se cobra do prefeito. Nesse momento temos que associar todas as
instâncias da cidade, no sentido de somar. É uma situação que preocupa a todos.
Vamos combater, não perderemos essa guerra. Temos que ficar atentos, pois o
mosquito é muito traiçoeiro e os cuidados devem ser redobrados", atentou.
O vice-presidente e prefeito de Lafaiete, Ivar de Almeida, também participou do encontro da Frente Nacional de Prefeitos, quando ouviu reclamações de seus colegas relacionadas, principalmente, à área da Saúde. Ele pediu a Frente interferência junto ao Ministério da Saúde e relatou as dificuldades devido às limitações orçamentárias. "Estamos em uma luta imensurável para fechar nossas contas. Até meados de junho, o governo federal irá transferir para a folha de pagamento dos municípios os salários dos agentes comunitários de Saúde e de endemias, o que deve comprometer o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal", comentou, afirmando que o governo vai pagar apenas pela metade dos agentes de combate a endemias de Lafaiete. Ivar informou que assumiu o governo municipal com um gasto em folha à beira do limite previsto de 54%. "Hoje o índice está na casa de 51,3%. Se o governo não rever essa questão dos agentes, vamos chegar ao fim do ano gastando mais de 55%, o que pode acarretar em processos, sanções, penalidade, improbidade administrativa. O governo federal quer imputar um gasto aos municípios que é dele", reclamou.
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