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Com salário atrasado, servidores públicos de Ouro Branco deflagram greve

Por Redação

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Insatisfeitos com o atraso do pagamento do salário do mês de janeiro, os funcionários públicos municipais entraram em greve e cruzaram os braços na manhã do dia 18, quinta-feira. A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo sindicato da classe no dia 12. Os servidores só retornarão aos postos de trabalho quando o pagamento for efetuado.

Ainda em dezembro a Administração informou que o pagamento das duas primeiras folhas salariais de 2016 estava previsto para o dia 29/02. O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Ouro Branco enviou um ofício a prefeita Cida Campos, solicitando que o pagamento do mês de janeiro fosse feito até o quinto dia útil deste mês, e, do contrário, os servidores entrariam em greve.

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 De acordo com a presidente do sindicato, Kátia Stelamares, a Administração encaminhou um ofício pedindo compreensão e mais um pouco de paciência aos servidores, pois um pagamento poderia ser realizado na terça-feira, dia 23.  "A palavra foi bem clara: poderia. Não houve afirmação que o pagamento sairia no dia 23, então os servidores decidiram pela paralisação e só retornarão na hora que a Prefeitura soltar o pagamento de janeiro", declarou Kátia. 

Acampados na Praça Sagrado Coração de Jesus, com faixas, apitos e música alta, os servidores manifestaram o aborrecimento. "O atraso atrapalha muito. As contas chegam com data certa para pagar, e assim com o eu, acredito que a maioria dos servidores já entraram no cheque especial. Vamos ter que arcar com os juros e não haverá compensação quando recebermos o dinheiro", expressou a professora Camila Carolina Flausino. Muitos acreditam que a PMOB não está priorizando o pagamento dos servidores, sem os quais seria impossível o funcionamento da Prefeitura e outros serviços prioritários da cidade. "Estamos tendo danos que a Prefeitura não vai cobrir. A gente conta com o pouco que a ganha, e se trabalhamos e não recebemos, dou todo apoio para uma manifestação até que saia o pagamento, pois a Prefeitura está deixando de pagar a prioridade", declarou Maria Solange Guedes de Carvalho, servente escolar.

Um dia antes do início da greve, a Prefeitura publicou um comunicado no Facebook desaconselhando a paralisação, e se comprometeu a quitar a folha de janeiro no dia 23, mas conforme Kátia, até a manhã do dia 18 o sindicato não havia recebido nenhum comunicado oficial. "É o sustento de muitas famílias que está em jogo. Uma medida dessas afeta todo o município. Eu gostaria muito que a prefeita tivesse evitado a paralisação comunicando o pagamento, está na mão da Administração terminar com esse movimento", finalizou Kátia.

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