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Entenda a diferença entre os sintomas de zika, dengue e chikungunya

Por Redação

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O crescente número de casos do zika vírus no Brasil e sua possível relação com o aumento do nascimento de bebês com microcefalia e com a aumento considerável de ocorrências da síndrome de Guillain-Barré têm preocupado as autoridades de saúde no Brasil e no mundo. Um dos principais desafios na obtenção de dados confiáveis sobre os casos da doença tem sido a dificuldade de diagnóstico. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), além de terem se originado na África e serem transmitidas pelo mesmo vetor, os mosquitos da família Aedes, como o Aedes aegypt, zika, dengue e chikungunya têm mais coisas comuns. Os sinais clínicos causados por esses vírus são também muito parecidos. São eles: febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo). No entanto, existem alguns sintomas marcantes que as diferem. 

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Zika - Os sintomas costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma (só um em cada quatro manifesta sintomas). Podem aparecer logo nas primeiras 24h, e são 'marcas da doença', o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. A febre é baixa e as dores nas articulações, mais leves. Também são sintomas a hiperemia conjuntival (irritação que deixa os olhos vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas. A zika tem sido associada às complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré. Somente em 2015, cerca de 4 mil casos suspeitos da malformação ligada ao zika vírus foram computados. Desses, 404 foram confirmados, contra 147 em 2014 - um aumento de 83,6% dos casos.

 

Chikungunya - Fortes dores nas articulações, também chamadas de artralgia, são a principal manifestação clínica de chikungunya. Podem se manifestar em todas as articulações, principalmente nas palmas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Em alguns casos, a dor nas articulações é tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora. A confirmação é feita a partir de amostras de sangue e o tratamento é sintomático, ou seja, analgésicos e antitérmicos para aliviar os sintomas. Anti-inflamatórios e até fisioterapia podem ser indicados. A chikungunya é considerada mais branda do que a dengue e são raras as mortes pela doença.  No Brasil, em 2015, foram registrados 20.661 casos suspeitos: 7.823 foram confirmados e 10.420 ainda se encontram sob investigação.

 

Dengue - O principal sintoma é a febre alta acompanhada de fortes dores de cabeça (cefaleia). Dores nos olhos, fadiga e intensa dor muscular e óssea também fazem parte do quadro clássico da dengue. O rash (manchas avermelhadas no tórax e membros superiores) normalmente surge a partir do terceiro dia de febre. Diarreia, vômitos, tosse e congestão na­sal também podem estar presentes, levando à confusão com outras viroses. O quadro dura de 5 a 7 dias e desaparece espontaneamente, sem sequelas.

 

Já na dengue hemorrágica a situação é mais complicada. A doença, mais comum nos pacientes em um segundo episódio de dengue, de um sorotipo diferente do primeiro caso, causa alterações na coagulação do sangue, inflamação difusa dos vasos sanguíneos e trombocitopenia (a queda do número de plaquetas). Os pacientes apresentam tendência a sangramentos que não cessam espontaneamente, dor abdominal intensa e contínua (pele fria, úmida e pegajosa; hipotensão (choque); letargia e dificuldade respiratória (derrame pleural ou líquido nos pulmões). Em 2015, foram registrados 1.649.008 casos de dengue, dos quais 863 vieram a óbito, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

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