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Teste para HIV passará a ser vendido em farmácias

Por Redação

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Teste para HIV passará a ser vendido em farmácias

Hoje, a estimativa é que 20% das pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil ainda não foram diagnosticadas. São 150 mil brasileiros, de acordo com dados do Ministério da Saúde, que deixam, de receber o tratamento adequado e, não intencionalmente, continuam transmitindo o vírus e disseminando a doença. Os testes, atualmente, são gratuitos, rápidos e estão disponíveis na rede pública, mas a vergonha, a falta de tempo e o medo do diagnóstico ainda são barreiras a serem vencidas.

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Para tornar o diagnóstico ainda mais acessível, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sani­tá­ria) aprovou na sexta-feira, de 20 de novembro, um resolução que autoriza a venda, em farmácias, de autoteste para detecção do vírus HIV. O modelo é similar aos testes vendidos nas farmácias para detectar a gravidez. Em geral, esses testes de HIV fazem o diagnóstico por meio de fluidos da gengiva ou da mucosa da bochecha. Outros utilizam uma gota de sangue, com um pequeno furo na ponta do dedo. Os resultados saem em até 30 minutos. A nova norma permite que as empresas que fabricam os testes solicitem registro para venda dos produtos no país, o que não era possível até então. A expectativa é que os testes cheguem ao mercado no primeiro semestre de 2016.

A Resolução N° 52 da Anvisa determina que os produtos devem trazer informações claras sobre o uso eficaz e seguro para a correta interpretação dos dados, incluindo ilustrações. Prevê, também, que os fabricantes devem colocar à disposição dos usuários um telefone de suporte 24h por dia, durante toda a semana, além de ter na embalagem a indicação do Disque Saúde (136), do Ministério da Saúde. De acordo com a resolução, os autotestes poderão ser disponibilizados por farmácias, drogarias, postos de medicamentos e serviços de saúde ou em programas de saúde pública.

HIV

Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Apesar de apresentar índices estáveis, com cerca de 39 mil casos novos ao ano, o avanço da epidemia entre os jovens têm preocupado o governo. Jovens têm hoje a maior taxa de detecção da doença no país, um índice que vêm crescendo nos últimos dez anos. Em 2003, a taxa de detecção da Aids entre os jovens era de 9,6 a cada 100 mil habitantes. Em 2013, ano dos últimos dados disponíveis, essa taxa passou para 12,7.

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