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Rede particular sofre com a falta das vacinas Hexavalente e Meningocócica B

Por Redação

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Duas importantes vacinas, recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria, estão em falta na rede particular de Lafaiete e de várias cidades do Brasil. Segundo o pediatra e diretor técnico da Clipai Vacinas Humanas, Aloísio da Silva, há um desabastecimento das vacinas Hexavalente e Meningocócica B – esta última, sem equivalente na rede pública: “A vacina Hexavalente, como o próprio nome indica, protege contra seis doenças: difteria, tétano, coqueluche, hemófilos, hepatite b, poliomielite e paralisia infantil. É usada aos 2, 4, 6 meses, com reforço quando a criança atinge 1 ano e 3 meses de idade”, pontua.

Apesar de haver alternativas gratuitas na rede pública, a Hexavalente é a escolha preferida de muitos pais que podem arcar com os custos da imunização – hoje em torno de R$ 240, mas que pode ter sua nova remessa reajustada em razão da alta do dólar - por ser considerada mais eficaz e não provocar reações: “Na rede pública a criança recebe a Penta Brasil (difteria, tétano, coqueluche, hemófilos e hepatite b) e a Pólio inativada - ambas injetáveis.  Uma das diferenças é que a Hexavalente é apenas uma injeção, enquanto que na rede pública, são duas injeções. Além disso, a vacina da coqueluche usada na rede privada é acelular, o que evita as reações mais fortes. Daí a sua preferência pelos pais. A partir do sexto mês, a rede pública não usa mais a pólio injetável e passa para a pólio oral, cuja eficácia não é igual à injetável. Na rede privada, a pólio injetável continua a ser usada aos 6 meses e no reforço com 1 ano e 3 meses de idade”, detalha o pediatra.          

O laboratório fabricante da vacina justifica a falta do produto alegando a demora em função da sofisticada tecnologia necessária para a sua produção e um grande aumento da demanda mundial, decorrente de sua eficácia e baixíssima incidência de reações adversas. Frisa, ainda, que está usando todos os meios para normalizar o abastecimento. “Enquanto a vacina Hexavalente não está disponível, as crianças podem utilizar normalmente a vacina Penta Brasil e Pólio inativada na rede pública, que também é de boa qualidade. Elas podem ser alternadas de acordo com o desejo dos pais, que fazem a opção mais conveniente. Ou seja, elas são intercambiáveis, sem comprometer a proteção contra as doenças”, assegura dr. Aloísio Silva.

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Meningocócica B

Outra vacina que está em falta na rede privada e não está disponível na rede pública, protege contra a meningite B. A Meningocócica B garante a proteção contra um dos tipos mais letais de meningite bacteriana, com rápida evolução do quadro clínico após a infecção. Na rede pública, há apenas a proteção contra o tipo C da doença. “Neste caso, já começam a chegar algumas doses e, em breve, o seu abastecimento estará normalizado”, avalia o diretor técnico da Clipai Vacinas Humanas.

Com a expectativa de que o fornecimento seja restabelecido em breve, o pediatra destaca a importância de manter as vacinas em dia: “Apenas a água potável salvou mais vidas e evitou doenças do que as vacinas. Por esta razão, os pais precisam estar atentos ao calendário de vacinas, protegendo os filhos contra doenças graves e cujas consequências podem ser imprevisíveis”, finaliza.

A auxiliar administrativo Daiana Crisley Morais Santos Silva, de 29 anos, saiu de Congonhas e veio até Lafaiete para garantir a vacina da filha Gabrielly Morais Santos Silva, de 6 anos:  “É muito importante manter a vacina das crianças em dia. A saúde é primordial. Hoje, ela tomou a da catapora e da meningite. Tem que manter o estoque das vacinas, porque são crianças que precisam delas. Tratar a doença é muito mais difícil que prevenir. Algumas pessoas até optam em fazer na rede particular, como foi o nosso caso, mas infelizmente nem todo mundo tem esse recurso. Então, o governo podia liberar a vacina também”, pontua.

 

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