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Audiência cobra reforma de PSFs e adequações na Farmácia Central

Por Redação

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Os serviços de saúde oferecidos em Lafaiete estiveram em debate na Câmara Municipal na noite de quarta-feira, dia 7. Uma audiência pública discutiu o funcionamento das unidades de PSFs (Programa Saúde da Família) e também falhas nos serviços prestados pela Farmácia Central.

Durante a reunião, foram abordadas situações que vão da falta de equipamentos a ausência de médicos, além de problemas estruturais causados pela demora da administração em realizar as obras de reforma. A situação foi co­mentada pelo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Cláudio Maurício de Souza, e pela promotora Danielle Vignoli, que confirmaram haver recursos disponíveis para realizar as intervenções.

O vereador Pedro Lou­reiro, autor do requerimento para a realização da au­diência pública, destacou a grande demanda dos postos de saúde e da farmácia central, que, segundo ele, não possui estrutura adequada para atendimento de pessoas idosas e com dificuldade de locomoção. Ele também comentou que os remédios não são armazenados de forma adequada e que, da lista de 55 medicamentos que seriam levados para os postos de saúde, a maioria não se encontrava disponível. Ele sugeriu que a descentralização de distribuição de medicamentos esteja bem estruturada e que a Farmácia Central continue fornecendo os remédios.

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A fala de Loureiro foi apoiada pelo edil Sandro José (PRTB), que comentou sobre a necessidade de os servidores serem treinados para assumir os serviços descentralizados. O vereador também ressaltou a necessidade de reforma em algumas unidades de PSFs, e argumentou que o município teria sido contemplado com recursos do Governo Federal para implementar tais melhorias.

A promotora Danielle Vignoli informou, ainda, que o Ministério Público questiona a medida tomada recentemente em relação aos serviços prestados pela Far­má­cia Central: “No entender da Promotoria, é importante chamar o Conselho Regional de Farmácia para discutir a questão, já que existe lei federal determinando o medicamento que pode e o que não pode ser liberado sem a presença do farmacêutico”, ponderou.

O secretário de Saúde, Marcos Prates, informou que, desde outubro de 2014 estão sendo solicitados, ao Ministério da Saúde, mais quatro equipes de PSF, que ainda não foram liberadas.  Prates adiantou que já foram feitos levantamentos dos custos para que sejam feitas as licitações e contratação das obras de reforma. Sobre a descentralização da entrega de medicamentos pela Farmácia Central, o secretário explicou que a medida vale apenas para medicamentos básicos. Em relação ao local de funcionamento da Farmácia Central, falou que já está sendo analisado outro imóvel para o funcionamento da unidade.

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