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Começa a segunda etapa da vacinação contra o HPV

Por Redação

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Já começou a ser distribuída a segunda dose da vacina contra o HPV (papilomavírus humano). A imunização estará disponível até o dia 29 de dezembro e, este ano, teve sua abrangência ampliada, beneficiando meninas de nove, dez e 11 anos de idade, além de mulheres de 14 a 26 anos, que são portadoras de HIV/Aids. A meta é que 80% desse público seja imunizado, o que representa, em Minas Gerais, 649.237 pessoas.

Segundo a coordenadora de imunização da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Ge­rais, Tânia Brant, algumas pessoas desconhecem os benefícios da vacina e acabam por construir muitos mitos sobre ela. No entanto, a vacina é extremamente se­gura e protege contra os principais sorotipos da doença. “A ver­dade é que a vacina contra o HPV evita o câncer de colo de útero. Essa doença é a terceira causa de morte entre mulheres em Minas Gerais. A maioria entra em contato com o vírus durante as primeiras relações sexuais. Mas o câncer vai se manifestar somente mais tarde, na vida adulta. Por isso, a vacina é realizada nessa faixa etária, em meninas que ainda não se iniciaram na vida sexual”, explica Tânia.

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Este ano, apenas 51,67% das meninas tomaram a primeira dose da vacina, que começou a ser aplicada em março. A administração da terceira dose, pelo esquema estendido, se iniciará após 5 anos.  Para garantir a proteção contra o câncer do colo do útero são necessárias as três doses. “Esse esquema de vacinação estendido é fundamental para garantir uma alta eficiência da vacina. Acredita-se que a eficiência da vacina chegue próxima a 100%”, diz Tânia.

 

HPV

O vírus HPV é transmitido principalmente por via sexual. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 500 mil mulheres morrem no mundo devido a esse tipo ao câncer de colo de útero.  Segundo Tânia Brant, com a vacinação acredita-se que nos próximos 20 anos a doença fique no passado da história da saúde pública brasileira, desde que se una a imunização, o exame ginecológico (Papanicolau) e o uso do preservativo.  “Os pais devem saber que a vacina é uma proteção que a menina levará para sempre e, junto com as ações de rastreamento do câncer, possibilitará prevenir essa doença nas próximas décadas, salvando a vida de milhares de mulheres”, completa.

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