Ivar garante que aprovados no concurso só não assumem cargos se não quiserem
Depois de anunciar os últimos procedimentos do concurso público realizado pela Prefeitura de Lafaiete, o prefeito Ivar de Almeida (PSB) destacou que irá honrar o certame e que os aprovados “só não assumirão seus cargos, caso não queiram”. A afirmação foi feita durante o programa institucional do município.
De acordo com o prefeito, todos os procedimentos adotados pela administração municipal buscam tranquilizar cada um dos aprovados. “A questão agora é de processo de admissão, que requer documentação, exames, mas, de fato, quem foi aprovado, certamente assumirá o cargo. A relação dos aprovados será fielmente cumprida”, disse o prefeito, lembrando o compromisso com a regularização dos servidores públicos que já havia sido demonstrado quando foram efetivados diversos funcionários remanescentes do concurso de 2009.
Ivar ressaltou que a administração segue os critérios estabelecidos no edital e que não haverá nenhum tipo de privilégio. “Ninguém vai “furar a fila”. Isso seria um desrespeito com que se dedicou a estudar e alcançou êxito nas provas do concurso. O mérito é seu e a vaga é sua”, afirmou, comentando que não é justa a situação do funcionário que trabalha por contrato e não tem segurança.
Na quinta-feira, dia 20, o secretário de Administração, José Célio anunciou a conclusão de todo o processo do concurso. “Agora nós temos um prazo mínimo de 30 dias para a homologação. Acredito que no fim de setembro estaremos convocando as pessoas para admissão e posse dos cargos”, afirmou, lembrando que foram ofertadas 453 vagas. “Vamos chamar para efetivação de forma gradativa, seguindo uma escala para que as pessoas tragam os documentos necessários e façam a efetivação como servidores do município. Essa é uma diretriz do prefeito Ivar que sempre manifestou a preocupação de acertar a questão dos contratos temporários”, comentou.
Relembre o caso
O concurso promovido pelo município foi alvo de contestações por parte de concurseiros e também do Sindicato dos Servidores Públicos de Conselheiro Lafaiete. Entre as contestações, estavam o não cumprimento de uma legislação municipal, que exige um número mínimo de questões sobre o município nos processos para a seleção de servidores municipais efetivos. Pelo dispositivo, é obrigatório que conste no edital de abertura que 15% da prova versará sobre questões relativas à geografia, história e atualidades do município. A reclamação de vários participantes do certame dizia respeito, justamente, ao conteúdo das provas, que não apresentou qualquer questionamento quanto à geografia e à história ou sobre atualidades da cidade. A publicidade dado ao edital do concurso também foi alvo de questionamentos que não prosperaram.