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Ambientes fechados são armadilhas e aumentam casos de doenças respiratórias

Por Redação

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Durante o inverno é comum o aumento de pacientes que procuram hospitais e unidades de saúde apresentando algum tipo de doença respiratória. Com este friozinho, queremos mais é ficar com a casa toda fechada, mas o tempo seco e a pouca circulação de ar em ambientes fechados são verdadeiras armadilhas.

Segundo o médico plantonista da Policlínica de Lafaiete, Giuliano Rubartino Nogueira, durante este período, a demanda aumenta na unidade. Segundo ele, a maioria das crianças apresenta bronquite e asma. Já os adultos e idosos tendem a ter casos mais graves como pneumonia. “Muitas crianças e idosos procuram o posto e isso acarreta mais atendimentos na época do frio porque as pessoas permanecem juntas em ambientes fechados o que predispõe mais o aparecimento de vírus e bactérias. Mesmo com o governo disponibilizando a vacina contra gripe, ainda assim, há casos. Não tão elevados como antigamente, mas ainda aparecem”, explica.

Os casos mais comuns, segundo o médico, são os de Infecção de Via Aérea Superior (Ivas), como sinusite, rinite, amigdalite, as bronquites e asmas e casos mais graves como as pneumonias. “Além desses casos, os pacientes que têm comorbidades, como os tabagistas, que já tem doenças prévias como diabetes, hipertensão também podem apresentar quadros até mais complexos devido à baixa imunidade. Ge­ralmente o tratamento pode se estender entre 7 e 14 dias, alguns casos acabam em internação e em outros a conduta é mais tranquila”, comenta o médico.

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Giuliano ressalta que a Policlínica está preparada para o aumento no número de pacientes, que durante este período aumenta em torno de 20 a 30%. “Por meio da triagem, classificamos os pacientes em urgência, emergência e risco iminente. Por exemplo, as infecções de vias aéreas, quando passam para um quadro mais complicado, o paciente vai sentir falta de ar, a saturação de oxigênio cai, o que já é um sinal de gravidade. A frequência respiratória aumenta. Então, se ele entra nesses critérios de gravidade, já passa na frente e vai para sala vermelha, onde há um suporte de oxigênio. O médico é chamado imediatamente, tira-se um raio x do tórax, às vezes um exame de sangue no laboratório pra ver o grau da infecção, e daí o médico dá sua conduta, e por meio do diagnóstico ele sabe como será o tratamento”, ressalta.

São várias as orientações, como a mudança no estilo de vida, além de não permanecer em ambientes totalmente fechados. “Alimentar bem, fazer atividade física, não ficar em ambientes totalmente fechados, tomar medicamentos corretos, tomar vacina para quem está no biótipo. A dica é se prevenir, quem está no critério de vacinação contra gripe não pode deixar de receber a vacina”, finaliza.

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