Vereadores cobram maior fiscalização da Prefeitura para cumprir as leis municipais
Gasto com publicidade também foi alvo de críticas em função das poucas realizações do governo atual
A reunião da Câmara de
terça-feira, dia 24, foi marcada pelas falas de vereadores que cobraram o
cumprimento da legislação municipal e de diretrizes estabelecidas pela própria
administração. Os edis destacaram que o trabalho na elaboração de leis tem sido
prejudicado pela falta de fiscalização por parte do Executivo, o que deixa cada
vez mais a impressão de que Lafaiete é uma terra sem lei.Um dos mais enfáticos
na reclamação foi o vereador Zezé do Salão (PMN). Ele afirmou que um
dispositivo legal oriundo de um projeto de lei de autoria do então vereador
Ivar Cerqueira (PSB) também não estaria sendo cumprido. Trata-se da Lei nº 044
do ano de 2006. Conforme a legislação, é obrigatório o licenciamento local dos
veículos de aluguel destinados ao transporte individual ou coletivo de
passageiros, prestadores de serviços aos órgãos da administração pública
municipal, direta e indireta. A lei abrange as empresas contratadas para
prestarem serviços remunerados de transporte coletivo de passageiros de linhas
regulares, para os órgãos públicos municipais, bem como os veículos das empresas
contratadas para a prestação de serviços públicos em geral. “Será que ele não
tem conhecimento nem mesmo das leis que propôs, enquanto vereador. Eu espero
que ele cumpra a legislação, pois do jeito que está, a nossa cidade só vai
afundando na mão desse cara”, afirmou. O vereador também
criticou o gasto com publicidade: “Estão divulgando que começaram a fazer
capina, porque não tem nada para mostrar. Não tem nenhuma obra importante como
Lafaiete merece”, disse, adiantando que apresentará uma solicitação para
verificar quanto o município está gastando com publicidade.Outro requerimento de
autoria de Zezé do Salão que deve dar entrada na casa, cobrará informações do
funcionamento da fila do SUS. O edil
afirmou que chegou ao seu gabinete denúncias de que o sistema criado pela
Prefeitura, após aprovação de um projeto de sua autoria, para organizar o fluxo
de marcação de procedimentos de exames e cirurgias eletivas estaria sendo
burlado. “Ele é obrigado a cumprir a legislação, caso contrário, virá a cassação
como determina a lei. Se o prefeito não está dando conta, que entregue a
administração para o vice-prefeito e se também não der conta, mandamos nosso
presidente João Paulo. Tenho certeza de que ele será melhor do que os gestores
que lá estão”, alfinetou.As reclamações contra o
prefeito Ivar ainda foram engrossadas pelo vereador Fernando Bandeira (PTB) ao
apresentar requerimento, cobrando a resposta de ofícios encaminhados ao
Executivo, ainda em 2014, quando era líder do governo na Casa. Ainda assim, o edil
não obteve as respostas na época.O quadro reduzido de
fiscais do município foi outro ponto comentado por diversos vereadores. Para o
edil Antônio Severino, é necessária a convocação do secretário de
Administração, José Célio, para dar explicações na Câmara municipal. “Temos que
fazer isso enquanto é tempo, pois há diversas situações que o município não
está acompanhando”, disse, referindo-se ao empreendimento realizado no bairro
Nossa Senhora da Guia, em plena área de Preservação Permanente.