<p style="text-align: justify;">O excelente futebol mostrado pelo Cruzeiro nos últimos dois anos tem o comando de um ex-craque atleticano e, para fechar a temporada, não podia ser diferente: “O futebol mineiro é o melhor do Brasil”. Por isso, o tema solicitado ao pesquisador e colaborador Jefferson Chaves foi a história de Marcelo Oliveira. Pode até ser redundância, afinal, apesar de termos inúmeros leitores em outros estados e até no exterior, estamos sediados em Minas Gerais. Esse é um fato ultra-importante e tem que ser dimensionado como tal.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 4 de março de 1955 nascia, em Pedro Leopoldo (MG), o meia atacante do Atlético Marcelo Oliveira Santos Uzai, que se tornaria a pessoa mais importante no comando técnico do rival Cruzeiro. Marcelo chegou ao Galo em 1969 e foi com Telê Santana que foi lançado no time profissional, em 72. Em 75, figurou na Seleção Brasileira para a disputa dos Jogos Pan-Americanos e a Copa América, além das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1978.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1977, foi vice-campeão brasileiro com aquele super time do Galo invicto, tornando-se, então, um dos ídolos da “massa”. Pelo Atlético, Marcelo jogou 285 jogos de 1972 a 79, e 1983, quando marcou 104 gols, além de dar muitas assistências para gols de outros companheiros e ser campeão mineiro em 76, 78, 79 e 83. De 79 a 83, jogou pelo Botafogo, quando ele próprio adquiriu seu passe e o alugou ao Nacional de Montevidéu (URU). Antes de ir para a Desportiva (ES), ser campeão capixaba em 84 e, em 85, encerrar sua carreira no América (MG). Na Seleção Sub-20, além de ser campeão no Torneio de Cannes (FRA) em 74, e nos jogos Pan-Americano de 75, o meia marcou dois gols, nas sete partidas que disputou até 1977, já na seleção principal.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de ser comentarista esportivo na Rede Minas, em 2003 iniciou como treinador das equipes de base no Atlético até 2007 e sempre vinha a Lafaiete enfrentar o Centroluz. Muito atencioso, na época, nos permitia sempre uma resenha no banco de reservas. Em 2007, foi treinar o CRB (AL), em 2008, teve uma real oportunidade no Atlético, onde já havia sido interino em outras cinco vezes. Em 2009, foi para o Ipatinga (Campeão mineiro – Módulo II), depois em 2010, para o Paraná (PR) e em 2011 fez um bonito trabalho no Coritiba (PR) - dois títulos estaduais, duas finais da Copa do Brasil e o recorde de 24 vitórias seguidas inscrito no Guinness Book. Em setembro de 2012, chegou ao Vasco, onde não teve o mesmo sucesso até ser contratado, a contra gosto de muitos, pelo Cruzeiro, quando também começava seu mandato Gilvan Tavares, que bancou sua vinda e peitou as divergências.</p>
<p style="text-align: justify;">A estreia foi no dia 3 de fevereiro de 2013 e venceu o Atlético por 2 a 1. No dia 13 de novembro, após 59 jogos no comando celeste, Marcelo sagrou-se campeão brasileiro pela primeira vez e foi eleito o melhor técnico do Brasil pela CBF. Seis dias depois, teve seu contrato renovado. Em 2014, foi campeão mineiro invicto, e em junho alcançava 100 jogos com 74,44% de aproveitamento técnico. No dia 23 de novembro, vencia o Goiás por 2 a 1 e alcançava o bicampeonato brasileiro. Foi eleito, novamente, o técnico da seleção do campeonato, o melhor do Brasil. (Amauri Machado)</p>