Heitor, o maior artilheirodo Palestra Itália, de SP
<p style="text-align: justify;">Heitor Marcelino Domingues, nascido em 21 de setembro de 1898, e falecido em São Paulo, em 1972, portanto, há 42 anos, é, na opinião do pesquisador e colaborador Jefferson Chaves, o maior goleador da história do “seu” Palmeiras. Sua projeção no futebol começou em 1916, no Americano/SP, depois jogou 358 jogos em seis anos no Palestra Itália/SP, atual Palmeiras, quando deixou sua marca 327 vezes nas redes adversárias. Pela Seleção Brasileira foram 11 jogos e 4 gols marcados entre 1917 e 1930.</p>
<p style="text-align: justify;">No então Palestra Itália, o atacante Heitor se destacou pela força física e pela capacidade de finalização, o que o levou em poucos meses de profissionalismo à Seleção Brasileira, ainda com 18 anos. Vindo do Americano, logo que chegou já se tornou titular absoluto. No futebol paulista, Heitor era tido como o rival de Arthur Friedenreich, mas juntos formaram uma excelente dupla de ataque para o selecionado brasileiro, com destaque no campeonato Sul-Americano de 1919. Na estreia, em 18 de maio de 1919, Heitor marcou na vitória sobre a Argentina. Já na final, o gol do título surgiu quando o goleiro deu rebote numa magnífica cabeçada sua e Friedenreich mandou na rede. Em 1920, chegou a marcar seis gols em um único jogo e o “verdão” conseguiu seu primeiro título estadual ao derrotar o Paulistano de Friedenreich, na final.</p>
<p style="text-align: justify;">Já em 1923, Heitor cravou um recorde no futebol paulista ao marcar 7 gols na partida da Seleção Paulista contra o Paraná, que inclusive permanece até hoje (tinha que ser de sete?). Em 1926/27, Heitor foi artilheiro e comandou o Palestra no bi do estadual, além de várias outras conquistas como a Taça dos Campeões RJ/SP.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1928, proporcionou um feito notável: além de ser o artilheiro do campeonato paulista, nos intervalos entre jogos ele treinava e jogava pela equipe de basquete do Palestra, ajudando na conquista do estadual de 1928/29. Já no ano seguinte, sua aptidão diferenciada se deu na Seleção Brasileira. Em um amistoso contra uma equipe argentina, o goleiro Amado (Flamengo) se contundiu, Jaguaré (Vasco) entrou e também se contundiu. Como, apesar da baixa estatura, tinha boa elasticidade, foi para a meta e não sofreu nenhum gol nos minutos que jogou.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de tantas glórias pelo Palestra, terminadas com um 5 a 2 no Germânia e seu gol de número 357, sua carreira foi encerrada em alguns amistosos de volta ao Americano. Sua despedida na Seleção foi contra a França, em 1930, e com dois gols.</p>
<p style="text-align: justify;">Heitor foi campeão paulista em 1920, 26 e 27; da Taça dos Campeões RJ/SP em 1926 e campeão Sul-Americano com a Seleção Brasileira em 1919 e 1922. Além do futebol e basquete, Heitor praticou também tênis de mesa, voleibol e atletismo com a camisa alviverde. (Amauri Machado)</p>