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Arthur Friedenreich, o maior artilheiro mundial

<p style="text-align: justify;">Em seis de setembro de 1969, faleceu Arthur Frieden­reich, portanto, há 45 anos, o futebol mundial perdia aquele que, pa­­­ra muitos, foi até melhor que Pe­­lé. O pesquisador e colaborador, Jef­fer­­son Chaves, descreve-o as­­sim: Arthur Friedenreich, paulista da capital, nascido em 18 de julho de 1892, é considerado pe­la FIFA como o maior artilheiro do mundo até os dias de hoje, ten­do mar­­cado 1.329 vezes, contra os 1.281 do Rei. Filho de um alemão e uma lavadeira brasileira, Frie­den­­reich foi um dos primeiros jo­gadores mulatos numa época preconceituosa do futebol elitista.</p> <p style="text-align: justify;">O início de sua carreira foi no Germania (atual Pinheiros/SP), em 1919, tendo passado por diversos clubes: Paulistano, Ypiranga, São Paulo, Mackenzie, Americano, Paulista, Atlé­ti­co Santista, Internacional/SP, Payssandu/SP, Dois de Julho, Atlas e Santos, até fechar no Fla­mengo, em 1935 (aos 43 anos), no qual já havia atuado em 1917.</p> <p style="text-align: justify;">Na Seleção Brasileira – na qual atuou por 23 vezes e marcou 10 gols - teve importante participação na conquista da Copa América de 1919, no Uruguai, quando recebeu o apelido de “El Tigre”, e marcou o gol do título, na prorrogação, contra os donos da casa. Suas chuteiras ficaram expostas numa joalheira no Rio de Janeiro. Ou­tra conquista foi a Copa Roca de 1914 e a Copa de 1922. A Rede Globo homenageia “Fried”, como também é conhecido, dando o troféu com seu nome ao ar­tilheiro de cada campeonato Bra­si­leiro e os tricolores mais saudosistas do São Paulo “batem no peito”: “nós fomos campeões em 1931 (Es­qua­drão de Aço) tendo o gênio Frie­den­reich. Quem viu, viu, quem não viu, pena”.</p> <p style="text-align: justify;">Em 1925, retornou de uma ex­cursão quase invicta (venceu nove dos dez jogos) com o Paulistano/SP, eleito o “melhor do mundo”. Em 28, marcou sete gols (e ainda perdeu um pênalti) na vitória do Paulistano por 9 a 0 sobre o União da Lapa/SP, um recorde da época. O atacante Ar­thur Friedenreich só não disputou a Copa de 1930, porque a Federação Paulista não liberou jogadores por não ter nenhum dirigente paulista na comissão da Seleção. Com isso, Fried, a primeira estrela do futebol brasileiro na época amadora, que durou até 1933, não disputou uma Copa do Mundo. Foi campeão paulista em 1918, 19, 21, 26, 27 e 29, pelo Paulistano e em 1931 pelo São Paulo. (Amauri Machado)</p>

Por Redação

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