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Minas é o 2º estado com mais notas falsas apreendidas

Estado aparece entre os líderes nacionais em apreensões de cédulas falsificadas; notas de R$ 200 são a maior parcela encontrada até julho

Por Redação

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Minas é o 2º estado com mais notas falsas apreendidas
Foto: Marco Jean/ Pixabay

 

Minas Gerais contabilizou 8.186 cédulas falsas retiradas de circulação até julho, conforme dados do Banco Central. O estado ocupa a segunda posição nacional, atrás apenas de São Paulo, que soma 27.428 unidades. Rio de Janeiro aparece com 6.817, seguido por Bahia, com 3.034, e Rio Grande do Sul, com 2.929.

Entre as falsificações identificadas em Minas, predominam as notas de R$ 200, com 4.289 exemplares. Também foram localizadas cédulas de R$ 100, além de 396 unidades de R$ 20 e 373 de R$ 50.

Segundo o advogado criminalista Paulo Crosara, em entrevista ao Metrópoles, a consequência penal varia conforme a forma como a pessoa recebeu a cédula e sua conduta após descobrir a fraude. O artigo 289 do Código Penal estabelece três a 12 anos de reclusão para quem falsifica ou altera dinheiro e também para quem, sabendo da irregularidade, recebe ou compra a nota e a coloca em circulação.

Quem recebe uma cédula sem perceber a falsificação e depois tenta passá-la adiante para evitar o prejuízo pode responder por uma modalidade menos grave, com seis meses a dois anos de detenção.

A recomendação de Paulo Crosara é procurar uma agência bancária ao identificar uma possível falsificação, sem tentar utilizá-la novamente. O banco encaminha a cédula ao Banco Central para análise. Se o exame confirmar a autenticidade, o valor é devolvido; caso a nota seja falsa, não há ressarcimento. Antes de aceitar uma cédula suspeita, a pessoa também pode recusá-la.

Para Paulo Crosara, a posição de Minas no ranking está ligada à população numerosa, à força econômica e à localização do estado, que faz divisa com várias unidades da Federação e possui intensa circulação de pessoas. Os números, segundo ele, não indicam necessariamente que as falsificações sejam produzidas em território mineiro, explicou ao Metrópoles.

Com informações do Metrópoles.


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