MG confirma três casos do vírus Mpox; dois deles em Belo Horizonte
SES-MG orienta evitar contato com pessoas com suspeita da doença e reforçar cuidados de higiene
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou nesta segunda-feira, dia 23, que o estado já registrou três casos de Mpox em 2026. Do total, dois foram identificados em Belo Horizonte e um em Contagem, na Região Metropolitana. As vítimas são do sexo masculino e têm idades entre 35 e 45 anos. Além dos casos confirmados, outros 19 registros suspeitos foram notificados à Secretaria.
O que é a mpox?
De acordo com o Ministério de Saúde, a mpox é causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, transmitida pelo contato próximo e prolongado, como abraços, beijos e relação sexual e quando existem lesões na pele, como erupções cutâneas, crostas, feridas e bolhas ou fluidos corporais (secreções e sangue) em uma pessoa infectada.O contágio também pode acontecer por meio de objetos recentemente infectados, como roupas, toalhas e roupas de cama ou objetos como utensílios e pratos, contaminados com o vírus pelo contato com uma pessoa doente.
Sintomas da doença
De acordo com a SES-MG, os principais sinais e sintomas da Mpox incluem:
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Lesões na pele
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Aumento de ínguas
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Febre
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Dor de cabeça e no corpo
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Calafrios
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Fraqueza
O período de incubação — intervalo entre a infecção e o início dos sintomas — varia normalmente de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.A orientação é que pessoas com sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informem possível contato com casos suspeitos ou confirmados.
Como ocorre a transmissão
A Mpox é transmitida principalmente por:
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Contato direto com lesões de pele
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Fluidos corporais
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Objetos contaminados
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Saliva
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Relações sexuais
Como se prevenir
Para reduzir o risco de infecção, a SES-MG recomenda:
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Evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença
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Utilizar luvas e máscaras ao cuidar de pacientes
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Não compartilhar objetos pessoais (toalhas, roupas, lençóis e talheres)
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Reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel
Pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da Mpox é feito por meio da coleta de material das lesões de pele e análise por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).Ainda não existe tratamento específico para a doença. O manejo é baseado em suporte clínico para aliviar sintomas e prevenir complicações. A maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada.
Situação no Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou ao menos 62 casos de Mpox em 2026. Até o momento, não há confirmação de mortes no país. A maior concentração de casos está em São Paulo, que soma 44 confirmações da doença.