Órgãos, entidades e empresas firmam acordo para retirar caminhões de minério das BR-040 e BR-356
Vinte e duas instituições públicas e privadas discutiram os impactos da atividade minerária nas rodovias durante o processo de mediação
Órgãos públicos, entidades e empresas assinaram, na quarta-feira, dia 10, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Belo Horizonte, um acordo parcial que estabelece importantes medidas para reduzir riscos e melhorar o tráfego nas rodovias que cortam a região mineradora. O documento é resultado da quinta reunião conjunta do procedimento iniciado em 2023, a pedido da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) e da Associação dos Municípios do Alto Paraopeba (Amalpa).No total, 22 instituições públicas e privadas participaram do processo, que discute os impactos da atividade minerária na infraestrutura, circulação e segurança das rodovias federais.
Entre os principais avanços, está o uso compartilhado da estrada Pico-Fábrica, que liga Itabirito a Congonhas. A via, com cerca de 24 km e pertencente à Vale, será liberada para uso de demais mineradoras, garantindo o desvio de milhares de caminhões carregados das BR-040 e BR-356.A mudança deve reduzir significativamente o fluxo pesado nas rodovias, diminuindo riscos de acidentes e melhorando a fluidez do trânsito para motoristas de toda a região. Além do desvio de tráfego, as dez mineradoras envolvidas e o Terminal Ferroviário do Bação aderiram ao Plano Mínimo de Segurança Viária. O pacote inclui:
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Controle eletrônico de velocidade
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Testes de fadiga e estresse
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Treinamento de motoristas
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Protocolos de prevenção de acidentes
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Padronização de procedimentos operacionais
Também foi acordada a elaboração de um plano conjunto para eliminação de sujidades nas duas rodovias. Especificamente na BR-040, o acordo prevê a instalação de uma balança tecnológica para fiscalização de peso e a conclusão, ainda em 2025, de uma passagem inferior de caminhões que dará acesso seguro ao sentido Rio de Janeiro.
A concessionária EPR Via Mineira antecipará intervenções estruturais importantes, como:
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Obras no Trevo da Moeda
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Melhoria na Curva da Celinha
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Duplicação do trecho Congonhas–Conselheiro Lafaiete
Também serão realizados estudos sobre a viabilidade de uma terceira faixa exclusiva para veículos leves e sobre a possível implantação de pedágio eletrônico (free flow). Apesar da assinatura do documento e da suspensão do procedimento de mediação até agosto de 2026, três pontos essenciais continuarão sendo discutidos entre as partes para fechamento definitivo das negociações.
Municípios comemoram avanço histórico
Cidades mineradoras e suas lideranças celebraram o acordo, considerado um marco para a segurança viária da região.“Essa iniciativa da Amig Brasil transforma anos de demandas em ações reais, beneficiando diretamente as comunidades mineradoras que dependem dessas rodovias para o dia a dia e o escoamento de produção”, destacou Orlando Caldeira, representante da entidade. Segundo ele, todos os envolvidos saíram satisfeitos com os resultados alcançados.
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Fonte: Diário do Comércio