Logo do Jornal Correio da Cidade

Editorial: Chega de ‘jeitinho’, Lafaiete!

Por Redação

Compartilhe:
Editorial: Chega de ‘jeitinho’, Lafaiete!
Foto: Arquivo Jornal CORREIO


Há um traço civilizatório que separa o atraso do progresso: o respeito às regras. Uma cidade que equilibra direitos e deveres caminha rumo à verdadeira qualidade de vida. Onde se respeita até as normas mais simples - do trânsito ao descarte de lixo – prospera segurança, saúde, educação e dignidade. Direitos só se consolidam quando acompanhados de deveres; sem eles, a promessa de qualidade de vida se dissolve.

Em Lafaiete, esse dilema permanece. O município cresce em obras e investimentos, mas o comportamento social ainda se prende a velhos vícios: o “jeitinho”, o desrespeito disfarçado de esperteza, o individualismo, o desprezo pelo bem comum. Pedestres atravessando fora da faixa, motoristas ignorando sinais, lixo acumulado e espaços públicos depredados. Cada ato de descuido fragiliza o tecido social e onera o orçamento público, pois a manutenção de danos recorrentes consome recursos que poderiam ser investidos em progresso.
No entanto, a responsabilidade não é só do cidadão. O poder público não deve se contentar com a inação e precisa atuar plenamente como educador e fiscalizador: investir em sinalização, modernizar semáforos, melhorar calçadas, punir infratores. Onde o Estado se omite, a desordem encontra terreno fértil e a convivência se transforma em acaso.

Viver em uma cidade de direitos e deveres exige compromisso recíproco. A transformação começa no cotidiano; naquelas pequenas atitudes que, somadas, redefinem o coletivo. Em 4 de outubro de 2026, os lafaietenses terão a oportunidade de separar os que defendem a cidade por convicção daqueles que a exploram por conveniência - muitos eleitos em 2022 jamais retornaram ou destinaram recursos a Lafaiete. Cidades fortes se constroem com cidadãos conscientes e líderes comprometidos, que compreendem que o respeito às normas sustenta a vida em comum. Quem ignora essas regras paga o preço. Lafaiete tem potencial para ser referência regional de civilidade e prosperidade. Mas esse futuro depende da soma das escolhas individuais e do exercício pleno da consciência.