Jubileu de Congonhas emociona sacerdote português e reúne 300 mil devotos
Celebração do Bom Jesus contou com presença internacional e testemunhos de fé durante a 244ª edição do evento
As missas de abertura e de encerramento foram celebradas pelo arcebispo metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, acompanhado do Monsenhor Nedson e de sacerdotes da Argentina e de Portugal
A 244ª edição do Jubileu do Bom Jesus de Congonhas, encerrada neste domingo, 14 de setembro, reuniu cerca de 300 mil romeiros, segundo estimativas extraoficiais da Basílica. A programação, organizada pela Arquidiocese de Mariana e pela Basílica de Congonhas, contou com apoio da Prefeitura, que garantiu infraestrutura e serviços aos milhares de fiéis.
As missas de abertura e de encerramento foram celebradas pelo arcebispo metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, acompanhado do Monsenhor Nedson e de sacerdotes da Argentina e de Portugal. A celebração final emocionou o padre Emanuel Brandão, pároco da Igreja Matriz do Bom Jesus de Matosinhos, em Portugal, que destacou a intensidade da fé dos brasileiros. “É preciso que o testemunho e a alegria de vocês cheguem até nós, para renovar também a nossa fé”, afirmou. A comitiva portuguesa trouxe a Congonhas uma réplica da imagem do Bom Jesus de Matosinhos, presenteada a igrejas da região, além de um ex-voto em porcelana entregue ao Museu de Congonhas, como símbolo da parceria cultural e religiosa entre os dois países. “Fiquei muito feliz em Congonhas, porque fizeram uma procissão com a imagem que trouxemos, desde a Igreja do Rosário até o Santuário”, acrescentou o sacerdote.
Durante a bênção final, Dom Airton destacou a força da tradição e o crescimento da devoção. “O Jubileu é sempre uma novidade. As pessoas vêm de todos os lugares com sinceridade e fé. Se cada devoto trouxer mais um no próximo ano, a multidão dobrará”, disse. A devoção ao Bom Jesus também se expressa nos testemunhos individuais. O senhor José, de 77 anos, morador de Senhora dos Remédios, afirmou frequentar o Jubileu há sete décadas e relatou uma graça recebida. Já o jovem Mailson, de Catas Altas da Noruega, participou pela primeira vez e elogiou a acolhida dos congonhenses e a atmosfera de fé do evento.