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Estudantes de escolas públicas ampliam presença no ensino superior

Avanço é impulsionado por políticas como cotas, ProUni e Fies, aponta IBGE

Por Redação

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Estudantes de escolas públicas ampliam presença no ensino superior
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O levantamento também revela que, em 2024, 31,3% dos jovens entre 18 e 24 anos estão cursando ou concluíram a graduação

 

A participação de estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas nas universidades brasileiras tem crescido nos últimos anos. Segundo dados da Pnad Educação 2024, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (13), 72,6% das pessoas que frequentam ou já frequentaram a graduação vieram exclusivamente da rede pública — aumento em relação aos 67,8% registrados em 2016.

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O mesmo avanço foi identificado entre aqueles que chegaram à pós-graduação: o percentual de ex-alunos da rede pública saltou de 52,2% para 59,3% no mesmo período. De acordo com a pesquisadora Adriana Beringuy, políticas públicas como cotas, ProUni e Fies contribuíram para essa ampliação do acesso. O levantamento também revela que, em 2024, 31,3% dos jovens entre 18 e 24 anos estão cursando ou concluíram a graduação. Entre os brasileiros com 25 anos ou mais, 20,5% já finalizaram o ensino superior — número superior aos 15,4% de 2016. A média geral de anos de estudo no país subiu de 9,1 para 10,1.

A análise por raça mostra que a população negra teve aumento de 1,3 ano na média de escolaridade desde 2016, chegando a 9,4 anos — ainda abaixo dos 11 anos alcançados entre os brancos. As mulheres seguem com maior escolaridade média (10,3 anos) do que os homens (9,9 anos). A Pnad também indica que 16,4% dos jovens entre 15 e 29 anos conciliam trabalho e estudo, enquanto 18,5% não estudam nem trabalham — índice que vem caindo desde 2019. Entre os 8,7 milhões de jovens de 14 a 29 anos que não concluíram o ensino médio, o principal motivo para evasão escolar foi a necessidade de trabalhar (42%). Entre as mulheres, gravidez (23,4%) e afazeres domésticos (9%) também figuram entre as principais razões para a desistência.

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

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