Viação Presidente descumpre acordo com funcionários e transporte coletivo pode colapsar com greve de amanhã
Os últimos meses têm sido turbulentos para funcionários, administração e mesmo usuários do transporte público de Lafaiete. Menos de uma semana depois da última paralisação, ocorrida na quinta-feira, dia 26, a cidade adormece sem saber se amanhã (1º de dezembro) haverá atendimento do transporte coletivo. O motivo é o recorrente: a Viação Presidente não conseguiu cumprir com a data agendada para o pagamento e os funcionários decidiram cruzar os braços em protesto.
A manifestação marcada para amanhã ainda é um desfecho dos acontecimentos da última quinta-feira. Segundo uma fonte interna, apenas parte do acordo fechado entre a Presidente e os trabalhadores foi cumprida. No dia 27, sexta-feira, a empresa pagou o adiantamento da folha salarial, mas a 1ª parcela do 13º salário, agendada para o dia 30, não foi creditada em conta. Sem o cumprimento do acordo, a previsão é de que apenas o percentual mínimo da frota exigido por lei (30%) esteja nas ruas amanhã.
A Viação Presidente, que já vinha enfrentando graves problemas financeiros, foi muito impactada com a redução do número de passageiros durante a pandemia e as queixas sobre o atendimento se intensificaram. Conforme matéria exclusiva publicada na última edição do Jornal CORREIO, no momento, a prefeitura analisa se a concessionária tem cumprido os termos estabelecidos em contrato de concessão. Caso o descumprimento seja confirmado, o plano B da PMCL será realizar uma nova licitação a partir de março de 2021, cedendo o espaço hoje ocupado pela Presidente para uma ou duas novas empresas.