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Junho

Por Redação

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Junho

Não desejo mostrar alegria.
Menos que escrever fantasia,
Adoro qualquer verso descabido.

Aquando passa nessa alma
Um saltar para trás,
Pela beleza das bruxas?

Esse libido, esse instinto de viver
O que foi passado,
É sempre janela aberta,
E gaiteiro sei de tudo
Ainda que on-line.

Qual pretérito lípido
Insolúvel no benzeno, no éter,
Pode mortificar a sombra
Que subtrai minha vida?

Aquele corvo, confesso,
Não veio e não virá.
Ele pousou no pé de laranja
Sob a chuva inesperada.
A plumagem negra da ave
Pode ser Constelação austral
No invertido frio de junho.

Sílvio Lopes de Almeida Neto