Inclusão: parquinho do Dom Pedro já conta com brinquedos adaptados

Toda criança tem necessidade de brincar. Por mais que essa prática pareça banal aos olhos de alguns adultos, os especialistas afirmam: é dessa forma que ela aprende a se relacionar com o mundo. Brincar promove o autoconhecimento corporal, estimula competências socioemocionais, desenvolve a atenção e o autocontrole, estabelece regras e limites, estimula o raciocínio estratégico, entre tantas coisas mais, além, é claro, de promover a felicidade. Mas o que acontece quando os espaços voltados para essa prática não estão preparados para receber crianças com necessidades especiais?
Foi essa a necessidade sentida por Juliana Medonça. Sócia do Clube Dom Pedro II há 5 anos, a cerimonialista queria que a filha, Luiza, 12 anos, também tivesse direito a se divertir. Por isso, solicitou ao clube que adquirisse brinquedos adaptados. Portadora de autismo, a menina foi uma das primeiras a se divertir nos novos brinquedos instalados no parquinho. ?A gente participou de todo esse processo. Eles me chamaram para escolher os brinquedos e eu confesso que não sabia que seria tão difícil, tanto para eles, quanto para mim, encontrá-los, porque não são iguais aos de um parquinho comum?, conta.
Foram adquiridos um balanço mais seguro, que tem até um cinto de segurança, e um gira-gira. ?Isso é a prova de que, com um pouquinho de dedicação e vontade, é possível fazer. Agora, minha filha poderá usufruir do parquinho nas dependências do clube com muito mais conforto e segurança?, detalha a mãe.
Em conversa com a reportagem do Jornal CORREIO, o presidente do clube, Milton Soares Ferreira, destacou a preocupação em atender as diversas necessidades dos sócios. ?Sempre que somos procurados pelos sócios, nós ouvimos e fazemos o que puder ser feito para atender. Nosso objetivo sempre será promover o bem-estar do associado. Procuramos fazer o nosso melhor, e isso inclui criar condições para que todos, inclusive os portadores de necessidades especiais, tenham um melhor acesso à nossa estrutura. Uma das coisas que nós percebemos, logo no início, foi, justamente, a necessidade de adaptações para cadeirantes e pessoas com deficiência. Então, colocamos rampas no clube e demos prioridade de atendimento, por exemplo?, afirma.