Copasa inicia processo para acabar com fedozão das ETEs
Com investimento de R$1,6 milhão, empresa contratada tem 10 meses para executar os serviços
Um problema que se arrasta há anos pode estar, em fim, próximo de uma solução. Em cumprimento ao acordo judicial firmado com o Ministério Público, a Copasa contratou empresa para executar as obras dos sistemas de tratamento de odores das ETEs Bananeiras e Ventura Luiz. De acordo com o documento, enviado à nossa redação pelo promotor Glauco Peregrino, a empresa tem 10 meses para executar os serviços que deverão mitigar a propagação dos odores desagradáveis provenientes da ETE Bananeiras – situação apurada no inquérito civil n° 0183.11.000132-2. A construtora Vale do Paraopeba – Eirele, com sede em Brumadinho (MG), foi a vencedora da licitação, e deve investir exatos R$1.612.923,34 em materiais e serviços para a implantação do sistema de controle de odores nos biofiltros das estações de tratamento de esgoto Bananeiras e Ventura Luiz.
Ainda de acordo com o documento, a construtora Vale do Paraopeba responderá pela solidez, segurança e perfeição das obras e serviços executados durante o prazo de 5 anos, contados a partir da data do recebimento definitivo das obras e serviços, depois de tecnicamente testadas nos termos do Código Civil. Nas 20 páginas do documento, estão detalhados pontos diversos, como a responsabilidade em caso de acidentes, processos e ações/direitos trabalhistas, a duração da obra e até os procedimentos para aplicar a lei anticorrupção. Já os detalhes do projeto estão consignados no Projeto e Especificações elaborados pela Copasa.
Esta não é a primeira tentativa de pôr um fim ao martírio vivido pelos moradores de bairros no entorno da RETE Bananeiras. Desde o início de suas operações, em 2009, foram várias as reclamações em razão do forte odor emitido pela estrutura, localizada na área urbana da cidade, na região da Barreira.