Pobre em feriados, 2019 promete ser o ano do trabalho
O brasileiro terá que
trabalhar mais em 2019. Com a Copa do Mundo, eleições e cinco feriadões
(aqueles nos quais o brasileiro geralmente emenda a sexta ou a segunda com o
fim de semana), 2018 foi o 'ano da enforcadinha'. Dos 13 feriados oficiais, 11
caíram em dias da semana. Mas essa realidade vai ser bem diferente no ano que
se inicia. A julgar pela análise do calendário, o ano que vem após a folguinha
de 1º de janeiro será muito trabalho. Dos 13 feriados, apenas oito cairão em
dias úteis. São três feriados no sábado: 7 de setembro - Independência do
Brasil, 12 de outubro ? Dia de Nossa Senhora Aparecida e 2 de novembro ?
Finados. Aliás, será um ano em que não haverá a velha polêmica sobre o funcionamento
do comércio no dia da Padroeira da Cidade.
Feriados nas sextas, que costumam ser um verdadeiro convite para esticar o fim de semana, serão apenas três: 19 de abril (Paixão de Cristo), 28 de junho (Entronização) e 15 de novembro (Proclamação da República). E, para completar, nenhuma data dessas cai na segunda, mas há feriados no meio da semana. A Confraternização Universal (1º de janeiro) cai na terça, assim como o Carnaval. Na quarta, estarão o Dia do Trabalho (1º de maio) e o Natal (25 de dezembro). Corpus Christi será em uma quinta, o que até abre uma possibilidade de negociação de folga para quem tem horas na casa ou aquela moral com o chefe. O fato é que, nos anos recentes, 2019 será mesmo um dos anos com menos dias não trabalhados. E se a realidade é essa, que seja, pelo menos, proporcionalmente farto em trabalho, emprego, saúde e prosperidade para todos.
Prejuízo para o comércio
Apesar da maioria dos
brasileiros naturalmente comemorar feriados, quem está por trás da economia não
costuma ver as datas marcadas em vermelho no calendário com os mesmos bons
olhos. O fato é que, tirando setores específicos, como turismo, que o fluxo de
pessoas aumenta, para as atividades produtivas de um modo geral, o feriado não
é um bom negócio. Pelos cálculos da Confederação Nacional do Comércio, para
cada feriado de 2017, o varejo no país deixou de lucrar R$ 1,5 bilhão. Perda
mensal de 9%. Isso contando apenas um feriado. Para 2018 todo, a previsão de
perda no comércio era de cerca de R$ 22 bilhões. Na indústria, as perdas de
2017 giraram em torno de R$ 66 bilhões, o equivalente a 4,4% do PIB industrial
brasileiro.
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