Como conciliar o casamento e a maternidade
Vocês já ouviram alguém dizer que "filho
salva casamento"? Antes de se mergulhar em frustrações, preciso te dizer que não
é bem assim. Filho rouba seu tempo, sua rotina, sua paciência. Por isso,
casamento pós-maternidade é para os fortes.
Namorar? Silêncio? Tempo a dois? Isso não é fácil como parece, e ninguém
comenta.
O final
do dia se resulta em exaustão, principalmente no primeiro ano de um bebê. Por
isso, tem que existir total estrutura e confiança para apostar que o seu parceiro
entenda que você não tem o mesmo corpo, a mesma mente e nem o mesmo tempo de
antes. Alimentamos um certo anseio do desejo acabar no pós parto devido a
infestação de estrias e flacidez, além de dois seios quase batendo no joelho.
Infelizmente, nem todos toleram tanta mudança e informação que a
maternidade real nos entrega ao mesmo tempo. Mas os fortes não. Os fortes
entendem e agradecem pela vida que tem. Os fortes não perdem a essência. O
olhar continua o mesmo e as borboletas ainda vivem no estômago. Se você se
identificou, agradeça. Não é fácil, totalmente radical e desafiador.
Planejar uma gravidez é se embarcar em uma longa viagem cheia de
obstáculos e empecilhos sugadores de união. Mas os fortes permanecem e lutam de
mãos dadas em quaisquer que seja a situação.
Criar
um ser humano educando suas emoções e personalidade é árduo e requer muito
companheirismo, equilíbrio e serenidade em ambos os pais. Mas a discordância
pode gerar inúmeras discussões, já que estamos falando de duas pessoas que foram
criadas em famílias totalmente diferentes com ideais distintos. Por isso eu
digo que é para os fortes. Para os soberanos, os incansáveis, os apaixonados.
Autora: Letícia Lorrayne de Carvalho Souza