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Justiça anula julgamento que colocou sete réus em liberdade

Por Redação

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Justiça anula julgamento que colocou sete réus em liberdade

Um dos casos que mais chocou Lafaiete e região nos últimos tempos teve uma reviravolta inesperada. A Justiça anulou o julgamento dos sete acusados pelo crime que ficou conhecido como Barbárie no Rochedo. Em julho do ano passado, os sete homens apontados como responsáveis pela morte de Roney Aparecido Veríssimo, 27 anos, Deivid Felipe dos Santos, 25 anos, e Pedro José Soares da Silva, 29 anos, em uma briga do lado de fora de uma festa, foram sentenciados a 18 meses de prisão em regime aberto. Após receberem o alvará de soltura, eles saíram pela porta da frente do fórum - a decisão deixou as famílias dos jovens indignadas. Mas em 27 de novembro, o Tribunal de Justiça aceitou o pedido do Ministério Público e anulou o julgamento. Atuando como assistente de acusação junto com o Ministério Público, o advogado criminalista Rôney Alexandre de Almeida Neto explicou os argumentos que basearam o recurso. "O tribunal do júri entendeu, após debates da acusação e defesa, que deveria prevalecer a rixa qualificada. Porém, tanto o Ministério Público quanto eu, enquanto assistente, entendemos que não: para tal enquadramento a confusão precisa ser generalizada: rixa é um caso de todos brigando contra todos. E no caso dos autos, o que houve, sem dúvida nenhuma, foi uma briga de A x B. Diante dessa situação, entendemos que aquele julgamento deveria ser anulado, porque encontra-se destoante com a realidade processual", pontua.

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