Psicóloga fala sobre os sintomas e explica como tratar a Síndrome do Pânico
A Síndrome
do Pânico é um transtorno de ansiedade, um estado
emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, caracterizada
pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de
ter novas crises. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2% a 4% da população
mundial sofre com esse problema. Qualquer
pessoa vivendo situações que a leve a se sentir muito vulnerável e desamparada
pode ter crise de pânico, de acordo com a psicóloga, Renata Dias. "Numa
crise de pânico a pessoa reage frente aquilo que seu cérebro interpreta como um
perigo. Não há um perigo real, apenas uma hiperativação do circuito
do medo que dispara um alarme na presença de algumas reações corporais que
ficaram associadas a perigo", esclarece Renata.
As crises de pânico apresentam pelo menos quatro dos seguintes sintomas: taquicardia, falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento, tontura, tremores, náusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visão, boca seca, dificuldade de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminência da morte.
"As crises de pânico podem tanto começar com uma reação inesperada do corpo ou a partir de pensamentos negativos. Em ambos os casos, surge a resposta emocional de ansiedade, o medo da perda de controle e os pensamentos catastróficos que acentuam a ansiedade, intensificando a crise",explica a psicóloga.
Há quatro tipos principais de pensamentos catastróficos que aparecem nas crises de pânico, de acordo com Renata Dias, são eles: a sensação de que se está perdendo o controle, que vai desmaiar, vai morrer e que está enlouquecendo.
Como tratar a Síndrome do Pânico
Os remédios podem ser recursos auxiliares importantes para o controle das crises de pânico, trabalhando conjuntamente com a psicoterapia (tratamento psicológico) para ajudar na superação. Mas, segundo Renata, existe algumas ponderações sobre a sua utilização. "Primeiro, é necessário ter clareza que os remédios não ensinam a pessoa como ela pode influenciar seus estados internos e assim a superar o sentimento de impotência que o pânico traz. Também não ensinam a pessoa a compreender os sentimentos e experiências que desencadeiam as crises de pânico. E não ajudam a pessoa a perder o medo das reações de seu corpo e a ganhar uma compreensão mais profunda de seus sentimentos. Os remédios, quando utilizados, devem ser vistos como auxiliares do tratamento psicológico. Quando mal administrados podem acabar mascarando o sofrimento ao invés de ajudar a pessoa a superá-lo", finaliza.
Renata Fernanda Dias.
Psicóloga
CRP 04/13463
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