Parlamentar participa de debate na Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da ALMG e mostra preocupação com o futuro da Estrada de Ferro Vitória a Minas
Representantes
da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia
Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) criticaram, nesta
quinta-feira, 25 de outubro, a forma como as discussões para antecipação
da renovação do contrato de concessão com a Vale para uso da Estrada de
Ferro Vitória a Minas (EFVM) têm sido feitas. Se a renovação for feita,
de acordo com a proposta da Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT) e pela Vale, será segundos os especialistas, desastrosa para
Minas Gerais.O deputado estadual Glaycon Franco (PV) compartilha desta preocupação e participou ativamente do debate, que teve como objetivo ouvir convidados que estiveram na audiência da ANTT em Governador Valadares, para decidir como a comissão vai se posicionar. Diante das colocações dos presentes, que foram unânimes em dizer que é necessário estender o prazo dos debates sobre a renovação, o presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), disse que os deputados vão realizar outra reunião para tentar evitar que a renovação aconteça este ano.
Nesse encontro, ainda a ser marcado, João Leite salientou que serão convidados representantes de órgãos como o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU). O primeiro porque o órgão teria, segundo o parlamentar, acabado de entrar com uma ação judicial exigindo a recuperação de trechos e estações da linha férrea em questão. Já a presença do TCU seria importante porque a renovação depende do parecer favorável do órgão, que ainda não se manifestou.
Glaycon Franco aproveitou e pontuou sobre os conflitos urbanos gerados pela linha férrea: "Muitos dos nossos municípios são atravessados por ferrovias. Isto traz conflitos diários, como dificuldades no tráfego de veículos e poluição sonora". Glaycon ainda se colocou radicalmente contra o envio de recursos de uma possível renovação da concessão para fora de Minas Gerais e para custear grandes obras em outros estados, como São Paulo.

