Ex-alunos do Centro de Formação prestam homenagens a professores
Após a seleção, um vestibular da época, foram definidos os
30, entre os 60 aprovados, e estava formada, em 1972, a primeira turma do
acordo RFFSA/Senai no Centro de Formação Profissional (CFP). Ali iniciava uma
história, nascia uma irmandade de convívio diário até a formatura na 8ª A, em
dezembro de 1975. Alguns seguiram na RFFSA, outros construíram suas vidas fora
da ferrovia e hoje são jornalistas, comunicadores, engenheiros, pedreiros,
empresários, funcionários públicos, professores, aposentados e voluntários.
A saudade apertou e, em 2 de outubro de 1999, foi
idealizada, por Amauri e Vado, o 1º Encontro da 8ª A, na rua Olegário Pinto, no
bairro São João, aos 40 anos de vida da maioria dos 'irmãos'. Foi um dia marcante,
emocionante, de coração apertado e olhos marejados. A presença de três
professores - Wilson Borges, José Siqueira e Roland Ponciano - valorizou aquela
data.
O tempo passou, veio à tona a ideia de novo encontro, agora
em comemoração aos 60 anos da tropa. Inicialmente previsto para julho, quando
serviria, também, para se comemorar a inauguração e ampliação de um espaço numa
cobertura. Surgiu, então, o desfile de 7 de Setembro em comemoração aos 90 anos
da "Escola Profissional" e, trocando ideia na avenida, a data foi confirmada
para o dia 6 de outubro.
O sábado estava lindo, o sol reinava suportável, parecia adivinhar que novas das velhas lembranças seriam revividas. Para facilitar a mobilidade dos professores, foi então marcado um 'café com os mestres' na casa do Rubens, na rua Aristides Alencar, no bairro São Sebastião. Todos ? irmãos e mestres - foram convidados. José Izidoro, José Siqueira e Wilson Borges representaram a mestrança e 15 dos 'manos' os rodearam.
Depois de mais de 3h de boa prosa, muitas recordações, casos e histórias dos alunos e dos professores, com as bênçãos e o agradecimento a Deus, os mestres receberam uma camisa e um diploma em reconhecimento à dedicação de cada um, para que hoje seus alunos 'fossem gente'. Uma reverência especial aos filhos Robson Bodinho e Welington Ratinho e a cuidadora do Pena, pela dedicação e boa vontade na companhia.
Passado o café, veio então o suco, os refri e a cerveja na
rua Doutor Moreira, bem acompanhados de um churrasco, muito papo, zuação e as
lembranças das muitas passagens e lances de uma convivência de 4 anos que hoje
já se transformaram em 46.





