Elaine Matozinhos tem a candidatura mais cara entre os candidatos de Lafaiete
O Jornal CORREIO fez um levantamento com base nos dados de prestação de contas dos candidatos a deputado federal e estadual com domicílio eleitoral em Lafaiete e constatou um abismo entre as realidades. A maioria recebeu recurso do partido, de pessoas físicas ou investiu do próprio bolso. Todos gastaram, até agora, com transporte, serviços gráficos, publicidade impressa e online e na remuneração de terceiros. A consulta foi realizada no dia 25 de setembro e os números foram fornecidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela própria campanha dos postulantes.
Dos 13 candidatos, Elaine Matozinhos (PTB) é a candidata que possui a campanha mais cara da disputa. A delegada recebeu R$1.005.600,00 de recursos para a campanha. Deste montante, 99,44% vieram da direção nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O restante tem origem em doações da própria candidata e de mais três pessoas físicas. Elaine Matozinhos gastou, até o momento, R$374.856,80 em transporte, gasolina, serviços de terceiros, publicidade impressa e online.
Também do PTB, Antônio Kadar recebeu R$120 mil. 95,83% do valor vieram da direção estadual do partido. Os outros 4,167% são de recursos do candidato. Ele gastou R$10.702,50 em contabilidade, advogados e impulsionamento de publicações no Facebook. O postulante do Partido dos Trabalhadores (PT), Capitão César, recebeu R$30.480,00. Quase a metade desse valor, 49,21%, teve origem na direção nacional do partido, 49,21% foram doados por Rafael Antunes Frederico. O petista gastou R$18.734,46 com os Correios e serviços gráficos. Manoel Vespúcio, também do PT, recebeu R$16.272,00, a maioria desse recurso veio do partido. Ele gastou apenas R$1.150,00 com publicações em material impresso.
O vice-prefeito de Lafaiete, Marco Antônio, também disputa uma vaga ao congresso. Ele investirá, na campanha R$20.954,00 e tirou 73,75% desse valor do próprio bolso. O restante foi doado por Mariana de Paiva Andrade (16.70%) e Jonas Enquadrasse de Oliveira (9.545%). O vice de Mario Marcus já gastou R$14.825,77. Elisa Lopes, do partido Novo, recebeu R$6.149,16, sendo 48,79% via doação de Ana Cristina Lopes e 17,87% do partido Novo. A candidata aplicou 32.52% desse valor na campanha. O candidato a deputado federal que recebeu a menor quantia foi Edie Rezende (Avante): R$3.229,80 da direção nacional do partido. O candidato ainda não apresentou as despesas à justiça eleitoral.
ALMG: Glaycon Franco tem mais recursos
Entre os postulantes a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Glaycon Franco (PV) é o candidato com mais recursos disponíveis: R$225.500,00. Pouco mais da metade deste valor foram investidos pelo próprio Glaycon e 44,35% são oriundos do diretório estadual do Partido Verde. Até o fechamento desta matéria, o candidato à reeleição havia gastado R$168.831,26. Depois do candidato do PV, Selma Rocha (PHS) é quem tem mais recursos: R$199.551,93 para campanha. A candidata desembolsou 69,93% deste valor e 27.56% foram doação de Francisco de Carvalho Rocha. Até então, R$160.700,78 foram gastos com transporte, publicidade e serviços de terceiros.
Giovanny Laporte (PRTB) não recebeu dinheiro do partido. O médico investiu R$31.425,00 do próprio bolso e já gastou R$30.559,73. A petista Neusa Mapa recebeu R$5.000,00 da direção nacional do PT, mas ainda não apresentou os gastos. Geraldo Heleno (PPL) investiu R$750,00 e também não tem gastos divulgados ao TSE. A candidatura de Flávio Garcia (PDT) ainda está em julgamento no tribunal e não apresenta dados de recursos recebidos ou de gastos.