Congonhas: pai e filho acusados de matar sobrinhos com golpes de faca são condenados a regime fechado
Após mais de 20 horas de julgamento, chegou ao fim na noite de
quarta-feira, 20 de junho, o júri dos acusados de um crime bárbaro, que chocou
a cidade de Congonhas, no dia 31 de janeiro de 2017. Altamiro da Costa Maia e
Michael Santos Maia (pai e filho) foram julgados, acusados de matar a facadas
os irmãos, Luan Patrick Costa Passos (fotos) e Fábio Junior da Costa (sobrinhos
de Altamiro). Pai e filho foram defendidos pelo advogado, Ércio Quaresma, que
foi defensor do ex-goleiro Bruno. Pai e filho foram condenados. Michael pegou
30 anos e Altamiro 36, os dois em regime fechado.
Relembre o caso
Um duplo homicídio registrado em Congonhas na terça-feira, 31 de janeiro, ainda repercute pela brutalidade e pelo fato das vítimas e agressores possuírem fortes laços de família. Segundo informações da delegada Aline Costa, da 12ª Delegacia de Polícia Civil de Congonhas, na época, Luan Patrick Costa Passos, 26 anos, e Fábio Júnio da Costa, 36 anos, foram mortos após terem ido tirar satisfações com o primo, Michael Santos Maia, que teria agredido a avó com um soco no rosto um dia antes dos fatos.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, entre as ruas Lamim e São João del-Rei, no bairro Dom Oscar, as vítimas já estavam caídas no chão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte dos jovens. "Segundo as testemunhas, Luan e Fábio foram agredidos com pedaços de madeira e faca por Altamiro da Costa Maia, 54 anos, e seu filho, Michael Santos Maia, 24 anos, que são tio e primo das vítimas", detalhou Aline. Os dois foram presos quatro meses, após o crime.