Acusado de matar a companheira, juiz que atuou em Lafaiete é condenado a 15 anos de prisão

Foi condenado a 15 anos de prisão
o juiz aposentado Francisco Eclache Filho, de 69 anos. Eclache foi levado a júri
popular na quarta-feira, 6 de julho, no estado do Rio Grande do Sul, acusado de
matar com quatro tiros Madalena Dotto Nogara, 55 anos. O crime aconteceu em
julho de 2014, na cidade de Restinga Seca, na região central do estado.
De acordo com o Ministério
Público, o crime foi motivado por ciúme. Na noite do assassinato, ele pegou as
chaves do portão eletrônico da garagem da casa da filha de Madalena, impedindo
que ela saísse de casa. Com um revólver calibre 38, deu quatro tiros na mulher,
acertando na cabeça, peito e costas.
Entre os anos de 1993 e 2007,
Eclache Filho foi juiz em Conselheiro Lafaiete, depois passou por Congonhas,
onde se aposentou em 2010. Ele atuou também nas comarcas mineiras de Jacuí,
Manhumirim e Barbacena.
Em 2013, Eclache Filho e Madalena
se conheceram pela internet. No ano seguinte, ele se mudou de Minas Gerais para
o estado gaúcho. De acordo o Ministério Público, o juiz aposentado passou a
nutrir forte ciúme da mulher e abusava no consumo de bebidas alcoólicas.
A família da vítima diz que o
homem tinha muito ciúme e chegou a proibir a mulher de ter redes sociais, além
de restringir as saídas com amigos. O juiz confessou o crime. No entanto,
justificou que os disparos que atingiram a mulher foram acidentais.