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Você sabe diferenciar a tristeza da depressão?

Por Redação

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a de­pres­são afeta 34 milhões de pessoas em todo mundo. Isso quer dizer que, em algum momento, uma em cada 5 pessoas já apresentou ou apresentará quadro depressivo. Diante disso, estima-se a depressão deverá se tornar a principal doença nos próximos 20 anos. Mas isso quer dizer que qualquer tristeza já pode ser considerada depressão? Qual é a linha que separa essas duas situações? Será que a depressão nasce de uma tristeza que parece não ter mais fim?

De acordo com a psicóloga Renata Fernanda Dias, a tristeza é uma emoção natural do ser humano, como a alegria e a raiva. Portanto, tem duração limitada: "Esses sentimentos básicos configuram um estado de ânimo pontual, de causas externas. Geralmente, a tristeza aparece após a perda de um ente querido ou de um emprego. Muito comumente, está relacionada à decepções, sonhos perdidos, fim de um relacionamento, como uma resposta normal do organismo diante de dificuldades. E é através destas respostas que a pessoa processa experiências dolorosas", situa a psicóloga, que alerta para que esse sentimento importante não seja interpretado como sinônimo de fraqueza. "Todas as pessoas, em algum momento da vida, têm o direito de vivenciar. Configurando-se como emoções assumidas e entendidas, representam um importante passo em direção à recuperação", situa.

Já a depressão se configura como outra ocorrência. Segundo o código internacional de doenças (DSM-5), a depressão é um distúrbio emocional reconhecido como doença. "É um fenômeno interno, com duração maior, caracterizado por tristeza constante e acentuada redução na autoestima", cita. A doença se distingue da tristeza normal pela duração dos seus sinais e pelo contexto em que ocorre. "O tempo de duração da tristeza é variável: há pessoas que reagem em um tempo menor, de forma mais rápida. Outras, demandam maior tempo, mas podem ou não evoluir para um quadro depressivo. Na depressão, observa-se uma tristeza persistente, acompanhada de perda de interesse por atividades anteriormente prazerosas e dificuldades para realizar atividades diárias.

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Fenômeno de natureza complexa, a depressão resulta de uma interação entre fatores hereditários, bioquímicos, hormonais, psicológicos e sociais. "Fatores de riscos ambientais também poderão contribuir para desencadear a depressão, como: estresse; problemas financeiros; experiências emocionais desagradáveis. O estresse psicológico provocado por alguma adversidade mais severa, o estresse físico, algumas doenças, consumo de drogas (lícitas ou ilícitas) e alguns medicamentos de uso contínuo também podem desencadear o quadro de depressão", acrescenta. Outro importante fator de risco é o histórico familiar: "Filhos de pais com depressão apresentam três vezes mais chances de desenvolver o transtorno durante a vida quando comparados a filhos de pais não depressivos", situa a psicóloga.

O lado positivo é que as duas situações podem ser vistas como momento de fortalecimento e descobertas: "É através das adversidades que nos fortalecemos e apuramos nossa sensibilidade, nos transformando em seres humanos melhores. Através das dificuldades, as pessoas conseguem descobrir potencialidades desconhecidas. Já o momento depressivo é também um convite para que ela saiba mais de si mesma no processo psicoterápico. A depressão, do mesmo modo que as fobias e qualquer sentimento de mal-estar, em geral, indica que algo no sujeito clama por uma possibilidade de elaboração subjetiva e compreensão interna, para posteriormente alcançar a possível mudança almejada. O processo psicoterápico pode ser um recurso importante para a remissão e a prevenção de recaídas em pacientes com tristeza e ou depressão", finaliza.

Sexo e idade

Pesquisas apontam que 20% das mulheres apresentam depressão pelo menos uma vez ao longo da vida. Já entre os homens, o índice é de 12%. Hipóteses de explicar essa diferença expressiva: a dupla jornada feminina (conciliar afazeres domésticos com sua atividade profissional); violência sexual (muitas mulheres são vítimas de abuso sexual e estupro) e variações hormonais ao longo da vida (ciclo menstrual, gravidez e a menopausa).

A depressão pode ocorrer em qualquer faixa etária: criança, adolescente, adultos e idoso.

Serviço

Renata Fernanda Dias

Psicóloga

Endereço: av. Telésforo Cândido Resende, 380, 4° andar, sl 405, Mix Shopping, Lafaiete

Telefone: (31) 9 95956258



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