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Neuza Mapa participa de plenária e debate temas importantes em Mariana

Por Redação

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Foi realizada na manhã de domingo, dia 27, em Mariana, uma plenária com a presença do deputado estadual Rogério Correia, Neu­za Fer­reira Mapa, representantes do sindicato Meta­base e populares. Esse encontro teve como fi­nalidade debater sobre barragens, privatização da Cemig, segurança pública e educação.

A líder comunitária Neuza Ferreira Mapa representou no evento o Partido dos Tra­ba­lhadores de Lafaiete e a Educação de Minas Gerais. Ela é professora e uma fervorosa defensora da categoria. "Precisamos ser mais responsáveis ao falar de Educação. Temos um sistema educacional falido no Brasil. Vivemos de máscaras e fingindo que está tudo certo. Um professor que gastou e estudou por tanto tem­po ganha menos que um vereador, sem estudo algum. Sem falar que o professor não encontra tempo para si próprio, porque trabalha triplamente, na escola, em casa com trabalhos escolares e com seus afazeres domésticos. O que ganha não viabiliza esse profissional a contratar alguém para de fato fazer todos seus trabalhos particulares. As discussões sobre a educação nunca vêm ao conhecimento do professor, pa­ra que o mesmo possa expressar suas opiniões e conhecimento do assunto. Tudo é decidido por pessoas que não estão em sala de aula, en­frentando a realidade vivida pelo profissional da área", criticou.

Neuza comentou que o foco do debate se deu em torno das barragens de rejeitos. "Embora existam vários tipos, no Brasil, a mais co­mum é barragem de terra, por ter um custo muito menor que outras, feitas com materiais mais seguros. As barragens de Bento Rodrigues, em Mariana, e a de Congonhas são feitas de terra. Por não possuir um sistema de alarme de segurança adequado, Bento Rodrigues viveu uma tragédia e continua sofrendo as consequências, com perdas humanas, animais, vegetais e os rios atingidos diretamente pela lama.

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A líder comunitária atentou que, no dia 5 de novembro, fará dois anos da tragédia e as pessoas atingidas continuam à espera do cumprimento da lei por parte das empresas responsáveis. Ela trouxe essa preocupação também para a re­gião: "Congonhas vive um drama muito grande. Se houver o rompimento da barragem, atingirá mais de 300 casas, além de rios, animais e plantas. Atingirá, ainda, todas as cidades abaixo de Congonhas".

Privatização da Cemig

De acor­do com o site O Tempo, se a privatização da Cemig se concretizar, o consumidor terá um aumento de 100% em suas contas. "Quem irá pagar os onze milhões cobrados na venda da mesma para o governo somos nós, consumidores. Mas diante da bancada mineira dos deputados e tendo Rogério Correia à frente desse impasse, há uma luta para que isso não aconteça e o ministro Meirelles entenda que essa questão está ligada à história de Minas. Foi possível suspender os editais e uma nova ne­gociação será feita entre Cemig e os representantes do Governo Federal", informa.

Segurança pública

Quanto à segurança pública, Neuza Mapa ponderou que é uma situação extremamente delicada no país. A violência é o resultado da omissão de uma política pública falida e irresponsável. Não se vê um gestor público municipal investir com afinco em políticas públicas voltadas para o esporte, para a cultura e para as áreas de lazer. "Uma vez que um político não tem conhecimento da importância desses investimentos públicos, e nem do papel dele como gestor responsável por todas as áreas de demanda, entendemos que o interesse é acima de tudo pelo poder e não pela capacidade e competência", finalizou.

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