Benito Laporte é absolvido da acusação de falsificar e cruzar a fronteira com abortivos
Uma sentença do
juiz federal Edilberto Barbosa Clementino absolveu o médico e ex-vereador
Benito Nicolau Laporte das acusações de falsificação, corrupção, adulteração ou
alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Na
época, em outubro de 2013, Benito foi flagrado na ponte internacional da
Amizade, procedente do Paraguai, portando cartelas de Misoprostrol (Cytotec). Ele
foi preso em flagrante pela Superintendência da
Polícia Federal, em Foz do Iguaçu, no Paraná e precisou pagar fiança de R$ 70
mil.
Em seu despacho, publicado na quinta-feira, dia 17, o
magistrado anota que no laudo pericial realizado, as peritas subscritoras
identificaram, nas amostras enviadas para análise, a presença do fármaco Misoprostrol,
substância que possui indicação farmacológica para o tratamento de úlceras
gástricas, gastrite, cicatrização de úlceras no duodeno e gastroenterites
erosivas e doença péptica ulcerosa, além de se tratar de um composto que
aumenta as contrações uterinas, sendo usado em hospitais para indução de parto
e de forma clandestina como agente abortivo.
O juiz acolheu a linha defensiva utilizada pelos
advogados de Benito, que argumentou que o medicamento com ele encontrado
destinava-se ao seu próprio uso, sob o argumento de que ele detém enfermidades
estomacais. A defesa também sustentou que Benito não atua na área de
obstetrícia há muitos anos.
Com
a finalidade de comprovar suas alegações, foram juntados diversos documentos e
declarações, além de um relatório médico assinado por Adéblio José da
Cunha em 9 de maio de 2016. No documento, ele relata que Benito faz tratamento
desde 2012 para enfermidades que demandam o uso da medicação encontrada em seu
poder.