Endometriose: saiba mais sobre essa doença que leva à dor e à infertilidade
Fortes cólicas
menstruais, que não cessam facilmente com o uso de analgésicos, o seu intestino
fora do ritmo e até dores durante a relação sexual podem ser os sintomas de uma
doença ginecológica comum na idade reprodutiva, que leva frequentemente à
infertilidade. No mês da mulher, o Hospital FOB e o radiologista André Morganti
alertam para a endometriose, patologia que atinge cerca de10% a 15% das
mulheres em idade fértil: "A endometriose é caracterizada pela implantação de
fragmentos do tecido que reveste a parte interna do útero (o endométrio) fora
dos limites uterinos. Essa condição tem sido estudada há muitos anos, mas seus
mecanismos fisiopatológicos e sua causa ainda não são totalmente esclarecidos",
alerta.
O radiologista lembra que a doença não é transmissível: "Entre seus principais sintomas está a infertilidade, que atinge entre 30% a 50% das portadoras de endometriose. Também podem ser observados cólicas, dor pélvica, dor nas relações sexuais, alterações no hábito intestinal e na urina", lista. O sintoma mais comum é a cólica menstrual de forte intensidade, que normalmente não melhora facilmente com analgésicos, a ponto de incapacitar a mulher para exercer suas atividades habituais, mas vale lembrar que a doença também pode ser assintomática. "O fato da endometriose nem sempre apresentar manifestações clínicas reforça a necessidade da ida regular ao ginecologista", pontua André Morganti.
É importante destacar que o grau de severidade da doença não está relacionado com a quantidade dos sintomas. "Mulheres com sintomas de forte intensidade nem sempre apresentam a endometriose em estágios mais avançados. O mesmo acontece para aquela mulher que não tem sintomas: às vezes, esta mulher pode ter endometriose nas suas formas mais severas", alerta. Alguns fatores também parecem predispor a mulher a ter endometriose, "como a hereditariedade e o número de menstruações, que hoje é 10 vezes maior do que no início do século passado", acrescenta.
Diagnosticando
a doença
André Morganti explica que o diagnóstico exige uma combinação da avaliação da história, exame físico- ginecológico e exames complementares, como o CA-125 (marcador bioquímico), além de exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética. "Atualmente, o marcador CA-125 é o mais utilizado na suspeita clínica de endometriose. No entanto, a dosagem deste marcador não é específica para esta doença e resultados normais não excluem a presença de endometriose. A confirmação do diagnóstico é realizada por análise de fragmentos (biópsia) das lesões, obtidas por videolaparoscopia, um procedimento cirúrgico, também realizado para o tratamento", detalha o radiologista.
A ressonância magnética apresenta maior precisão que os demais métodos de imagem não invasivos utilizados no diagnóstico de endometriose. "Por esta razão, ela possui papel essencial na procura e localização dos focos da doença, bem como no controle pós-tratamento, eliminando, muitas vezes, a necessidade de uma exploração por videolaparoscopia", relata.
O radiologista afirma que o tratamento pode ser expectante (acompanhamento e observação), medicamentoso ou cirúrgico, variando de acordo com o quadro clínico. "O objetivo é aliviar a dor, reduzir o tamanho dos implantes, impedir a progressão da doença, restaurar a fertilidade e evitar o surgimento de novos focos", lista. Sobre a prevenção, o especialista alerta que não há nada muito bem estabelecido. "O mais importante é que a mulher em idade reprodutiva visite o ginecologista regularmente, para que o médico possa detectar a doença em estágio inicial e, assim, evitar o agravamento dos sintomas e os procedimentos mais invasivos", conclui.
SERVIÇO
Hospital FOB - Ouro Branco
Endereço: rua Aureliano
Chaves, 199, Soledade
Telefone: (31) 3749-6161 /
3749-6124
Hospital FOB - Cons. Lafaiete
Endereço: rua Tavares de Melo, 555, Centro
Telefone: (31) 3769-7300