Nefrologista alerta para relação entre a doença renal crônica e a obesidade
Responsáveis pelo equilíbrio de líquidos e eletrólitos no corpo, pela produção de sangue e fundamentais ao metabolismo ósseo, os rins nem sempre recebem a atenção que exigem. Agredidos por anos seguidos, eles podem desenvolver uma patologia ligada à circulação arterial (hipertensão e diabetes) ou fatores imunológicos: a doença renal crônica, que leva a perda total da função dos rins. De acordo com a médica nefrologista e sócia-diretora da Clínica Santo Antônio, Jane Elizabeth Vieira Costa Sarmento, o desenvolvimento é lento e, na maioria das vezes, silencioso. "Como sintomas, o paciente apresenta anemia, pressão alta e inchaço. Geralmente, ele possui vários problemas de saúde associados, como pressão alta, diabetes, insuficiência cardíaca e anemia, o que acaba acarretando as limitações dessas doenças, além da necessidade de diálise", explica.
Para evitar que os rins desenvolvam essa doença crônica, a nefrologista aponta, como caminho, a adoção de hábitos saudáveis: "Uma minoria de pacientes de doença renal crônica é portadora de doenças hereditárias ou autoimunes, como o lúpus. Em grande parte, desenvolvem essa patologia quem tem diabetes e/ou pressão alta mal controlados", alerta. E é exatamente isso que costuma ligar a obesidade à doença: "A obesidade predispõe a hipertensão arterial e ao diabetes, que são as duas principais causas de sofrimento renal. Por isso, a palavra de ordem é manter hábitos saudáveis de vida, com alimentação balanceada e rica em alimentos 'da terra' ao invés de animais e industrializados. Também é fundamental evitar uma vida sedentária, praticando exercícios físicos moderados, pelo menos, três vezes semana", lista Jane Elizabeth Vieira Costa Sarmento.
O acompanhamento de um profissional de confiança também faz a diferença: "O controle preventivo deve ser feito, pelo menos, uma vez ao ano. Já os portadores de hipertensão, diabetes, lúpus ou infecções urinárias de repetição devem procurar um nefrologista para orientação e exames", pontua. Para ter mais qualidade de vida, a nefrologista frisa que é fundamental que o paciente de doença renal crônica tenha acesso a transporte fácil para diálise e aos medicamentos especiais e de alto custo que eles necessitam. "Há, também, a possibilidade de se fazer diálise peritoneal (feita em casa). Todos aqueles que estão aptos estão na fila do transplante, que é a outra alternativa de tratamento", finaliza.
Dia Mundial do Rim
Para relembrar a importância de manter a saúde desse órgão vital ao funcionamento do corpo humano, no dia 9 de março é comemorado o Dia Mundial do Rim. A data será marcada por ações em todo o mundo, com objetivo de divulgar as informações relacionadas à prevenção das doenças renais. A Sociedade Brasileira de Nefrologia coordena essa campanha no Brasil e, este ano, trabalhará o tema: "Doença renal e obesidade: estilo de vida saudável para rins saudáveis".
Para alertar a população sobre a relação da doença com a obesidade, foi produzido um material informativo e educativo, que será distribuído e divulgado em todas as regiões brasileiras. Ao longo dos anos, a campanha de prevenção tem-se intensificado, ampliando cada vez mais o número de pessoas atingidas com informações sobre prevenção e a importância do diagnóstico precoce da doença renal crônica.
Serviço
Clínica Santo Antônio
Endereço: Rua Píramo, 120, São Sebastião (anexo ao Hospital e Maternidade São José)
Mais informações: (31) 3763-5120