Lafaiete confirma primeira morte de primata por febre amarela
O Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria
de Estado de Saúde (SES) ontem (21/02) acende um sinal de alerta em Lafaiete e
região. O documento confirma a primeira morte de primata não humano por febre
amarela (epizootia) em Lafaiete. Ouro Branco e Cristiano Otoni também constam
na lista de municípios onde mortes de macacos estão em investigação, mas como
ainda não há confirmação laboratorial, os casos são lançados no boletim como
rumores. Até o momento, Minas Gerais registrou rumor de epizootias em 99 municípios. Em 63 municípios há casos sob investigação e em 75 (entre eles, Conselheiro
Lafaiete), a febre amarela já foi confirmada por exame laboratorial ou vínculo
epidemiológico como a causa da morte do
primata.
A preocupação se justifica exatamente pelo vínculo
entre a morte dos primatas e a doença que atinge Minas Gerais e outros estados
no país neste momento. A Febre Amarela é uma doença infecciosa grave, causada
por vírus e transmitida por mosquitos, tanto em áreas urbanas e silvestres. Em
áreas florestais, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes.
E é exatamente esta variedade, a febre amarela silvestre, a responsável pela
epidemia enfrentada no país neste momento.
Quando esses mosquitos picam um macaco doente, eles se tornam
capazes de transmitir o vírus ao homem e a outros macacos. A doença não pode
ser transmitida de pessoa para pessoa, mas qualquer pessoa que não estiver
imunizada pode contrair a doença. Quem já recebeu duas doses da vacina ao longo
da vida já está imunizado.
Para o enfrentamento da doença, o Sistema Único de
Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina por meio do Calendário Nacional de
Vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (também conhecida como Posto de Saúde),
principalmente para as pessoas que moram ou vão viajar em área rural, silvestre
ou de mata. Em 2017, até o momento (21/02), foram notificados 1.027 casos de
Febre Amarela. Desses, 57 foram descartados e outros 234 são casos confirmados.
Há 173 óbitos suspeitos. Desses, 83 foram confirmados. Pelo mesmo boletim, são 83
os municípios com casos suspeitos e 44 municípios com casos confirmados.
Segundo a SES, a detecção dos primeiros primatas mortos é um indicador de que podem estar ocorrendo casos de febre amarela naquela região