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Epidemia de febre amarela em Minas lota postos de saúde em Lafaiete

Por Redação

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Epidemia de febre amarela em Minas lota postos de saúde em Lafaiete

Notícias de mortes por febre amarela em algumas cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo têm levado centenas de lafaietenses aos postos de saúde da cidade. Durante uma entrevista coletiva concedida na sexta-feira, dia 20, os médicos infectologistas Fernanda Neves Rosa e Flávio Augusto de Almeida Faria tranquilizaram a população da cidade e região e prestaram esclarecimentos sobre a situação. Conforme pontuaram, Não há motivo para pânico. "Desde 1942, não há registro de febre amarela urbana no Brasil. Todos os casos notificados até o momento foram de febre amarela silvestre, que ocorrem em áreas endêmicas (área de ocorrência da doença), o que não é caso de Lafaiete e região", afirmou Dra. Fernanda Rosa.

Já Flávio Augusto de Almeida Faria alertou para os riscos do aumento de reação, caso toda a população seja vacinada: "A vacina é produzida com vírus vivo atenuado, portanto, sem a condição de causar a doença. No entanto, em algumas pessoas podem ocorrer reações e até mesmo a doença -  o que só ocorre em uma proporção de quatro casos em cada 400 mil doses da vacina. Mas, ainda assim, é preciso cautela", destaca o infectologista. Por estas razões, a orientação é para que só procurem a vacina pessoas que precisam viajar para as cidades das regiões atingidas. "Para isso, é preciso procurar o posto e tomar a vacina, no mínimo, 10 dias antes da viagem", explica Dra. Fernanda Rosa.

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Os especialistas lembraram que não é preciso correr para se vacinar, garantindo que há vacina suficiente para a população e que ela é oferecida durante todo o ano, nos postos do PSF e no setor de vacinação, na avenida Pedro II, 178, no bairro São Sebastião (ao lado do Centro de Promoção da Saúde). Devem procurar os postos para a vacinação pessoas que irão viajar para áreas de ocorrência da doença; crianças a partir de 9 meses de idade com uma dose de reforço aos 4 anos (calendário de vacinas) e adultos que não receberam nenhuma dose da vacina. Idosos acima de 60 anos devem procurar orientação médica antes de se vacinarem.

Não podem receber vacina as gestantes e crianças menores de 6 meses de idade. Mulheres que estão amamentando só devem se vacinar em caso de surto ou epidemia. Elas devem suspender a amamentação por 28 dias após a vacinação. Os médicos destacam que quem recebeu uma dose da vacina já está imunizado.

Doença e sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. De acordo com Flávio Augusto de Almeida Faria, cerca de 80% das pessoas que têm contato com o vírus não apresentam sintomas. Entre os 20% que manifestam sintomas, apenas 50% irão evoluir para casos mais graves, podendo levar a pessoa a óbito. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Transmissão e Prevenção

A febre amarela é transmitida em dois ciclos: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, o vírus é transmitido pelo mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou não tenha tomado a vacina circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação.

Febre amarela em Minas

Em nota técnica, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, até 20/01, havia recebido 272 notificações de febre amarela silvestre. 47 casos foram confirmados e 25 óbitos registrados. Foram considerados casos confirmados aqueles que apresentaram exame laboratorial (MAC-Elisa ? reagente / PCR ? detectável) para febre amarela, exame laboratorial (MAC-Elisa não reagente / NS1 não detectável) para dengue e histórico vacinal (não vacinado), sinais e sintomas (três ou mais sinais e sintomas compatíveis com a definição de caso) ou exame laboratorial (MAC-Elisa ? reagente / PCR ? detectável) para febre amarela, exame laboratorial (MAC-Elisa não reagente / NS1 não detectável) para dengue, histórico vacinal ignorado, sinais e sintomas (três ou mais sinais e sintomas compatíveis com a definição de caso) ou exames complementares (dois ou mais exames) que caracterizem a doença.

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