Logo do Jornal Correio da Cidade
Publicidade Minas ao Luar

Curta produzido e encenado por lafaietenses retrata o amor e rebate o preconceito

Por Redação

Compartilhe:

Dois cenários de um mesmo local fizeram o professor, escritor e poeta lafaietense Bernardo G.B. Nogueira construir o roteiro de um curta metragem em menos tempo que se leva para apreciar um bom vinho. Intitulado "Onde o Direito Não Toca", o filme teve seu pré-lançamento no dia 30 de dezembro, em uma sessão realizada no Vintage Club, em Lafaiete. A obra, com estreia prevista ainda para o primeiro semestre deste ano, busca provocar no espectador a mesma inquietação a que Bernardo foi submetido. Docente na Newton Paiva e residente em Santa Tereza, ele se cansou de atravessar a avenida Pedro II, em Belo Horizonte, e se questionava onde as pessoas que povoavam a rua durante a madrugada se encontravam durante o dia..A oportunidade de roteirizar o seu primeiro curta veio quando a aluna Nathália Ventura precisava testar os equipamentos de seu marido e convidou Bernardo para escrever o roteiro. Ele não titubeou: ligou o som e, com canções que variavam entre Chico Buarque, Caetano Veloso, Los Hermanos e Milton Nascimento, nasceu o amor de uma mulher trans que ganhava a vida com a prostituição. "Durante esse tempo em que escrevi, descobri, dentre várias questões, que o amor é onde o direito não toca e que a Pedro II pode ser berço de amor, da falta, do excesso ou da perversão, mas, sempre, do amor", afirma Bernardo. O projeto é uma tentativa de resposta a uma questão quase infante que o consumiu durante todas as manhãs e noites em que passava pela avenida. "De Santa Tereza desembocava lá e podia ver alguns estabelecimentos comerciais iniciando seu dia de trabalho, pessoas comuns nos pontos de ônibus. À noite, ao fim das aulas, voltava pela avenida, agora decorada por um número menor de pessoas, bares ao invés de oficinas e mulheres comuns que não se via durante o dia, trabalhando. Sempre me vinham as perguntas: '''Onde estão as pessoas que ocupam a avenida Pedro II à noite?' 'Elas seriam pessoas da noite?' 'Teriam elas acesso ao dia?' E ainda: 'As pessoas que ocupam a avenida durante o dia, voltam à noite?'", questiona.

Leia a matéria completa na edição impressa, que estará nas bancas a partir deste sábado, dia 28 de janeiro de 2017.

Publicidade Vale Meio Artigo

Publicidade