Epidemia de zika reacende debate sobre interrupção da gravidez
O que você faria se soubesse que o filho, que traz no ventre ou que aguarda, com ansiedade, ao lado de sua mulher, terá sérios comprometimentos de saúde que não poderão ser curados e trarão limitações para a vida toda? Estaria preparado? Especialistas, médicos e ativistas têm defendido a possibilidade de garantir à mulher o direito de interromper legalmente a gravidez enquanto perdurar a emergência da epidemia do vírus zika. O principal argumento é o sofrimento e o impacto emocional a que as mulheres são submetidas e a defesa de que o aborto é uma questão de saúde pública e bem-estar. "É um direito da mulher decidir o que ela pode carregar sobre os ombros. É um direito humano, sexual e reprodutivo", defende o especialista em medicina fetal, Thomas Gollop.
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