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Câmara aprova projeto que dá direito à esposa de herdar placa de táxi em Lafaiete

Por Redação

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Câmara aprova projeto que dá direito à esposa de herdar placa de táxi em Lafaiete

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O serviço de táxi foi, por várias vezes, nesta legislatura, tema de acaloradas discussões entre os edis. Na noite de terça-feira, dia 18, não foi diferente. Em meio à troca de farpas e por um placar apertado, a Câmara aprovou, em 1ª discussão, o projeto de autoria do vereador Zezé do Salão (PMN), que em caso de divórcio, partilha de bens ou mesmo doação, o descendente ou ascendente tenha direito à titularidade do ponto de táxi. A proposta também foi aprovada em segunda votação na terça-feira, dia 25, dessa vez sem nenhum debate e sem apresentação de emendas. O projeto, agora, segue direto para sanção.

A proposta que levanta polêmica, já havia sido apresentada, mas foi retirada de pauta por não haver consenso entre os edis. Entre os que se posicionaram contrários, Tarciano Franco (PRTB) ponderou que o projeto torna privado um serviço público. Ele teve o apoio de Gildo Dutra (PV) que alfinetou os atuais legisladores, desejando que os próximos vereadores se atenham mais à juridicidade em relação aos projetos que precisam ser votados pela Casa.

Ao justificar seu voto, Gildo insinuou que a posposta estaria criando privilégios e que seria contestada pela Justiça e vetada pelo prefeito Ivar de Almeida. João Paulo retrucou o vereador. "Se não fossem as eleições, o meu projeto, que flexibilizava a concessão de alvará não passaria. Ele foi barrado nas comissões durante meses e só passou porque era eleição. O senhor foi um dos que mais tentou barrar o projeto e depois votou a favor da aprovação", provocou. Gildo não deixou por menos e afirmou que se posicionou a favor depois que viu que o prefeito tinha exorbitado poder e feito a lei por decreto. "Se eu for mudar minha opinião, acredito que não voltarei a esta Casa mais. Nunca trabalhei pensando em eleições e acho que é por isso que não fui reeleito", respondeu.

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