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Jean Ciarallo
Colunista

Jean Ciarallo

Publicado em 09/07/2026 às 00:00

Doença respiratória em gatos: atenção redobrada pode salvar a vida do seu bichano

Você já ouviu falar da calicivirose felina (FCV)? Trata-se de uma doença respiratória que afeta os gatos. Na coluna de hoje, vou explicar um pouco mais sobre ela.

A calicivirose é uma doença altamente contagiosa que pode acometer felinos de todas as idades. É causada pelo calicivírus, um vírus de RNA bastante resistente. Após a infecção, o animal pode apresentar sinais respiratórios e digestivos. Embora exista tratamento e, na maioria dos casos, a recuperação seja possível, a falta de atendimento adequado pode levar o pet a óbito.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre os animais, por meio da saliva e das secreções respiratórias. O vírus também pode ser eliminado pela urina e pelas fezes, embora com menor frequência. Além disso, a contaminação indireta merece atenção: comedouros, bebedouros, brinquedos e caixas de areia utilizados por um gato infectado podem transmitir a doença a um animal saudável.

Os primeiros sinais da calicivirose costumam ser semelhantes aos de uma gripe e podem evoluir gradativamente. Entre os principais sintomas estão:

  • Tosse;
  • Espirros;
  • Corrimento nasal;
  • Febre;
  • Diarreia;
  • Letargia;
  • Inapetência;
  • Alterações oculares, como conjuntivite;
  • Gengivite, com ou sem presença de úlceras;
  • Feridas na boca e no focinho, provocando dificuldade para se alimentar.

Não existe um medicamento específico para combater o vírus. O médico-veterinário avaliará o quadro clínico e prescreverá medicamentos para controlar os sintomas e proporcionar melhores condições de recuperação ao animal.

Como prevenir a calicivirose felina?

A forma mais eficaz de proteger seu gato é manter a vacinação em dia. Ainda filhotes, os felinos devem receber imunização contra:

  • Calicivírus felino (FCV);
  • Vírus da panleucopenia felina (FPV);
  • Herpesvírus felino (FHV-1);
  • Vírus da raiva (RV).

Além das doses iniciais, os filhotes recebem reforços vacinais conforme orientação do médico-veterinário. Depois disso, é fundamental que o tutor siga corretamente o calendário de vacinação e leve o animal para o reforço anual, garantindo a proteção contínua do seu bichano.

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